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Não há uma “lógica” da anarquia à parte das práticas que criam e instanciam uma estrutura de identidades e interesses em detrimento de outras; a estrutura não tem existência ou poderes causais à parte do processo. A autoajuda e a política de poder são instituições, não características essenciais da anarquia.
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WENDT, Alexander. A anarquia é o que os estados fazem dela: a
construção social da política de poder. Monções: Revista de Relações
Internacionais da UFGD, Dourados, v. 2, n. 3, jan./jun. 2013, p. 426.
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Considerando as contribuições de Alexander Wendt, teórico construtivista das relações internacionais, assinale a alternativa correta.
A anarquia é uma condição imutável das relações internacionais, porque qualquer processo de socialização é incapaz de estabelecer um governo mundial.
A estrutura de identidades e interesses é definida em função das capacidades materiais, e estas conferem significados às ideias dos agentes que interagem entre si.
Os estados assumem uma identidade cada vez mais cosmopolita e, por isso, a anarquia pode ter múltiplas interpretações.
A lógica neorrealista da autoajuda e da política de poder é uma formação possível do processo de socialização, porém, não é a única e tampouco é natural ou definitiva.
As práticas sociais são autorreferenciadas e não dependem da lógica da anarquia nem das interações entre agentes para adquirirem significado.