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As mídias digitais, as redes sociais e a velocidade da...

As mídias digitais, as redes sociais e a velocidade da internet transformaram substancialmente as dinâmicas de comunicação corporativa. Dentre elas, está a necessidade de tratar a gestão do risco como algo cotidiano, parte dos processos de trabalho da comunicação e da assessoria de imprensa. Ao mesmo tempo em que potencializam a iminência do risco, essas mesmas ferramentas podem atuar a favor da empresa em momentos de crise. Para isso:


A

o site da empresa e seus perfis nas redes sociais podem se tornar polos de concentração de informações e atualizações necessárias para os públicos, conferindo a agilidade necessária para que todos se sintam contemplados dentro de suas necessidades e níveis de interação já estabelecidos em cada canal


B

a empresa pode prescindir do monitoramento das redes e da imprensa, uma vez que esteja em crise, pois passará a se comunicar pelos canais digitais, o que significa controlar a maneira como os fatos repercutem, em um processo de tomada para si da narrativa sobre o acontecimento gerador da crise, seus desdobramentos e consequências


C

o site da empresa e seus perfis devem expor a visão institucional, pois, em uma situação de crise, essa visão é mais importante para proteção da imagem e da reputação do que atender às necessidades de informação dos públicos. Logo, a empresa deve, inclusive, eleger um único canal como local oficial para comunicações relativas ao fato gerador da crise


D

as empresas não precisam mais contar com planejamentos e preparações para crise, uma vez que se tornaram parte do cotidiano, portanto, não representam riscos à imagem e à reputação como representavam em um contexto de mídias tradicionais, pré-internet, no qual a imprensa era a única com poder suficiente para abalar a imagem de uma instituição