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Leia o trecho do texto publicado na revista Veja SP, de 21 de abril de 2016: “O país in...

Leia o trecho do texto publicado na revista Veja SP, de 21 de abril de 2016: “O país inteiro se solidarizou com as lágrimas de Ana Carolina Oliveira. Em março de 2008, sua filha, Isabella Nardoni, então com 5 anos, foi assassinada pelo pai, Alexandre Nardoni, e pela madrasta, Anna Carolina Jatobá. No dia da tragédia, antes de ser arremessada pela janela do 6º andar do Edifício London, na Vila Guilherme, na Zona Norte, a menina sofreu muito nas mãos dos adultos que deveriam estar cuidando dela. Apanhou com uma chave tetra, foi asfixiada e, quando estava inconsciente, atirada com vida de uma altura de 20 metros.[...]Em busca de alívio, recorreu às sessões de terapia, três vezes por semana. Sua mãe, Rosa Oliveira, esteve ao seu lado o tempo todo e foi fundamental na superação do drama. Até hoje tem sido assim. “Com o tempo, aprendemos a nos acostumar com a dor. Alguns dias, no entanto, são mais difíceis que outros”, afirma a avó de Isabella. Na última segunda (18), a criança teria completado 14 anos. Nessa data, Rosa pegou a filha e dirigiu até o Litoral Norte, onde tem uma casa de praia, para que as duas pudessem descansar admirando o mar. “Não comparo dores, por isso não me fiz de coitada achando que os meus problemas eram maiores do que os dos outros”, diz Ana Carolina. “Lutei para voltar a ser feliz, pois essa é a imagem que a minha filha tinha de mim.” O marco da reconstrução de sua vida veio na forma de uma explosão de alegria dentro de um lugar inusitado: um banheiro público. Com vontade de ser mãe novamente, no ano passado ela deixou de tomar anticoncepcional. Seu marido, o administrador Vinicius Francomano, 29 anos, havia baixado no iPhone um aplicativo para saber os dias em que a mulher estaria fértil. O sonho de ter um filho era comum. Poucas semanas depois das tentativas, o sinal de alerta acendeu, com o atraso da menstruação. Sem avisar Vinicius, Ana Carolina aproveitou o horário de almoço do trabalho — administradora, ela atua no setor de câmbio de uma instituição financeira — e foi ao Shopping Eldorado. Comprou um teste de farmácia e dirigiu-se a um dos toaletes do centro de compras. O exame deu positivo. A vontade era berrar de contentamento, mas segurou a emoção na hora. “No auge dos problemas, eu achava que jamais iria me casar vestida de noiva e ter filho. A vida dá muitas voltas”.


Sobre o texto apresentado, é correto afirmar que:


A

Trata-se de jornalismo interpretativo no formato perfil, no qual foi retratada a nova vida da mãe de uma menina que foi assassinada em 2008.


B

Trata-se de jornalismo opinativo no formato análise, no qual foi avaliada positivamente a nova situação de vida da personagem.


C

Trata-se de jornalismo interpretativo no formato cronologia, pois estabelece a ordem dos acontecimentos da vida da mãe desde a morte da filha até hoje.


D

Trata-se de jornalismo interpretativo no formato enquete, pois apresenta dados sobre uso de aplicativos para uma marca de telefone, retratando um resultado de pesquisa.


E

Trata-se de jornalismo literário avançado, pois houve a valorização da capacidade de observar a realidade com outros olhos por parte do jornalista.