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O conceito de Indústria Cultural foi veiculado pela primeira vez em 1947, por Horkheimer e Adorno, no texto "A dialética do Iluminismo". Sobre a perspectiva da teoria da Indústria Cultural, é incorreto afirmar que:
Nos filmes, a tragédia e o sexo, só para citar dois exemplos, estão banalizados e se transformam no elemento primordial de evasão social. Segundo os pensadores alemães, essa distração é incentivada “de cima”, desde o poder, para desviar a atenção da sociedade de seus verdadeiros problemas.
A indústria cultural, como oposição à arte de vanguarda, aplica as leis da oferta e da procura para os bens que produz. O fim é a diversão das pessoas, bem como o negócio e o lucro dos donos das rádios e das produtoras cinematográficas.
As produções culturais em série são reproduções consumidas de maneira multiforme por pessoas de todos os lugares do mundo. Segundo eles, as imagens publicitárias, televisivas e outras, em seu acúmulo crítico, os estimula a pensar.
A passividade do espectador, semelhante à do ouvinte de rádio, está relacionada com outra característica da indústria cultural: suas produções podem ser consumidas (vistas, ouvidas) sem necessidade de uma grande atenção. A intenção é que o espectador saia do cinema e não encontre diferenças entre a vida que transcorre no filme e a vida que o rodeia na rua.