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Até 1990 o tema Opinião Pública era destituído de relevância, considerando que o golpe de 1964, que instituiu a Ditadura Militar, fechou as possibilidades de manifestação social. Segundo a socióloga Célia M. Retz G. dos Santos, cinco anos depois da abertura e dois depois da promulgação da Constituição de 1988, o tema passou a uma relevância que o retirou de seu “valor normativo e de seu caráter sociológico e coletivista”, e que o entregou de bandeja a uma relação quase promíscua com os Meios de Comunicação, transformando-o em instrumento de sondagem da vontade popular. Chegando-se ao terceiro milênio, mais uma vez a Opinião Pública entra em um vórtice que a empurra na direção de várias conexões com outras áreas do conhecimento, dando-lhe novamente um caráter adjetivo e não substantivo, como seria sua manifestação ideal. Conforme texto acima, pode-se depreender que
I. Só em 1990 o tema Opinião Pública ganha destaque nos estudos de comunicação do Brasil, em decorrência da abertura política que gerou um empoderamento dos Meios de Comunicação.
II. Em decorrência de contextualizações diversas, a Opinião Pública no Brasil jamais teve o status de valor social normativo e caráter sociológico e coletivista.
III. Durante os anos da década de 1990, a Opinião Pública estreitou seus laços com os Meios de Comunicação, transformando-se, por assim dizer, em um instrumento de aferição da relação entre eles e a vontade popular.
IV. A chegada ao terceiro milênio restabelece a harmonia entre a Opinião Pública e seus valores normativos e de caráter sociológico e coletivista.
V. A chegada do terceiro milênio empurra a Opinião Pública para um novo turbilhão onde ela se torna linear e fecha-se a novas conexões.
Assinale a alternativa com as assertivas corretas.
I, II, III.
II, III, V.
I, IV, V.
II, III, IV.
I, III, IV.