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Em 2020, o cinema gaúcho comemorou os 50 anos de lançamento de um importante longa-metragem urbano realizado no estado do Rio Grande do Sul, dirigido por um cineasta negro. Dividido em dois episódios, o filme equilibra drama e humor para produzir uma crítica ácida às desigualdades sociais no Brasil, abordando, ainda de forma pioneira, a questão do racismo. A Cinemateca Capitólio, além da única cópia em película do filme, guarda também em seu acervo outros itens importantes relacionados ao filme, incluindo o cartaz original e o certificado de censura, emitido em 16 de novembro de 1970 pelo Ministério da Justiça. O documento mostra que o filme foi proibido para menores de 18 anos e sofreu corte em um trecho do segundo episódio, quando um dos personagens pronuncia a frase “Ninguém segura este país” (em “tom de deboche”, segundo o censor). A que filme esse trecho se refere?
“Ilha das flores”, dirigido por Jorge Furtado.
“Um é pouco, dois é bom”, dirigido por Odilon Lopez.
“Não aperta, Aparício”, dirigido por Pereira Dias.
“Vento norte”, dirigido por Salomão Scliar.
“Pontal da solidão”, dirigido por Alberto Ruschel.