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“Entendendo que o jornalismo deve ser considerado na atualidade em sua pluralidade de ocorrências, atuando de modo reticular e nem sempre estabelecido em estruturas empresariais e profissionalizadas, é preciso considerar que há novos formatos, novas emergências e novas lógicas quando se trata de pensarmos o(s) jornalismo(s) e o modo como as informações são obtidas e as fontes são abordadas. Deve‑se considerar também como estas passam a estabelecer novos comportamentos e práticas, reorientando elas mesmas seu relacionamento com as mídias, em suas mais diversas configurações.”
BRUCK, Mozahir. Novos estatutos para um jornalismo. In: LEAL, Bruno Souza; TASSIS, Nicoli; MANNA, Nuno (orgs.). Para desentender o jornalismo. Belo Horizonte: PPGCOM/UFMG, 2023.
Tendo em vista o panorama apresentado anteriormente e a argumentação de Bruck, pode‑se destacar como transformações características do novo contexto midiático:
As novas formas de relação entre fonte e jornalista e o impulsionamento da informação via redes sociais.
As novas lógicas de seleção das notícias e o enfraquecimento expressivo de técnicas tradicionais como o lead.
A perda da legitimidade quase exclusiva do jornalista de informar a sociedade e o aumento da passividade das fontes.
O fortalecimento do release como forma de contato com a imprensa e a verticalização da produção noticiosa.