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Ao contrário dos clichês estabelecidos, a verdadeira sustentabilidade está na contramão da conservação. Enquanto não houver a desconstrução do modelo vigente, não há lugar para a verdadeira sustentabilidade.
A sustentabilidade requer uma descontinuidade sistêmica: de uma sociedade que considera o crescimento contínuo de seus níveis de produção e consumo material como uma condição normal e salutar, devemos nos mover em direção a uma sociedade capaz de se desenvolver a partir da redução desses níveis, simultaneamente melhorando a qualidade de todo o ambiente social e físico. É difícil prever hoje como isso poderá acontecer.
MANZINI, E. Design para a inovação social e sustentabilidade. Comunidades criativas, organizações colaborativas e novas redes projetuais. Rio de Janeiro: Editora E-Papers, 2008 (adaptado).
É correto inferir que, no texto, ao defender a descontinuidade sistêmica, o autor propõe
a promoção da separação entre aspectos sociais e físicos e aspectos ambientais para a construção da verdadeira sustentabilidade.
a transformação de determinados segmentos ligados aos processos produtivos, ou seja, uma ação cirúrgica e pontual na dinâmica de consumo instalada.
um esforço articulado no sentido de ampliar a produção, diretamente relacionada ao consumo, e, assim, fomentar o crescimento econômico.
uma reavaliação das práticas voltadas para a construção de novos modelos de consumo que operem, sobretudo, a partir da síntese das necessidades.
uma transformação tal que o fomento econômico contemple os sistemas produtivos, favorecendo, assim, os aspectos sociais e ambientais.