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De acordo com o designer de tipos e pesquisador Ricardo Esteves, atualmente as fontes tipográficas digitais são projetadas para funcionar tanto em impressoras quanto na visualização em telas. Historicamente, por volta de 1996, foi criado o formato de arquivo de fonte chamado OpenType, que se tornou padrão da indústria tipográfica a partir dos anos 2000. Sobre esse formato, é correto afirmar:
o formato OpenType, inicialmente batizado por TrueType Open, foi criado com a união de esforços entre as empresas Apple e Microsoft, diante da necessidade de pagarem royalties à empresa Adobe.
um mesmo arquivo de fontes OpenType pode ser instalado em diversas plataformas, entretanto precisa ser realizada uma codificação específica para cada sistema, para evitar problemas de compatibilidade.
um arquivo de fonte OpenType, de extensão .otf, inclui instruções PostScript (de curvas cúbicas). Por essa característica, não inclui instruções TrueType (de curvas quadráticas) próprias dos arquivos de extensão .ttf.
a principal razão para o arquivo de fonte OpenType tornar-se o padrão da indústria tipográfica é o número máximo de 256 caracteres que ele suporta. Em fontes projetadas para ambientes digitais, esse número é suficiente e torna o armazenamento mais leve e acessível, principalmente para o ambiente móvel.
um arquivo OpenType permite a programação de variações de glifos, como ligaturas, frações, diferentes estilos de numerais e a possibilidade de um amplo suporte para diferentes sistemas linguísticos.


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