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Uma influenciadora digital compartilhou sua rotina de autocuidado nas mídias sociais, apresentando-a como uma forma de “empoderamento feminino” por meio do consumo de produtos de beleza importados. Um grupo de seguidoras, no entanto, se apropriou das imagens para criar memes, usando o sarcasmo para escancarar o preço exorbitante dos produtos. A legenda “empoderamento apenas para quem pode” sintetizou a crítica central: a denúncia da contradição entre um discurso de empoderamento e a realidade de um estilo de vida inalcançável.
Os comentários irônicos das seguidoras configuram, segundo a perspectiva dos processos da comunicação de Stuart Hall,
decodificação aberrante, pois as seguidoras distorcem intencionalmente a mensagem com críticas que não correspondem à proposta original.
leitura de significação, pois aceitam a ideia geral de empoderamento, mas contestam o significado que o vincula com produtos caros.
leitura oposicional, pois rejeitam a associação entre consumo de luxo e empoderamento feminino.
decodificação ingênua, pois não compreendem o contexto comercial das postagens.
recodificação técnica, pois as seguidoras reproduzem o conteúdo em outros formatos, mantendo o significado original.


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