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Leia o texto a seguir: “Não existe um jornalismo que não seja digital (Salaverría, 2020...

Leia o texto a seguir:


“Não existe um jornalismo que não seja digital (Salaverría, 2020). Mesmo que o produto final seja impresso, radiofônico ou televisivo, as práticas de apuração e veiculação de notícias utilizam tecnologias digitais em pelo menos uma das fases do processo de construção. No cenário de crescente digitalização, as plataformas são imprescindíveis. Assim, a sociedade plataformizada, como vem sendo considerada, foi construída a partir da confluência do desenvolvimento da digitalização, da Internet e da popularização dos smartphones, criando um cenário de comunicação móvel e ubíqua (Canavilhas, 2021), abundância de informações (Boczkowski, 2021) e midiatização profunda (Couldry e Hepp, 2016)”


(Ligia Coeli Silva Rodrigues e Luciellen Souza Lima, “Plataformização e vídeo 360º: implicações para o jornalismo no Brasil”, 2022)


O texto articula conceitos de diferentes autores para construir uma compreensão sobre o jornalismo na contemporaneidade. Qual interpretação reflete corretamente a natureza da transformação jornalística descrita?


A

A infraestrutura digital das plataformas integra-se às práticas jornalísticas, redefinindo o campo em múltiplas dimensões.


B

A comunicação móvel é uma característica secundária da sociedade plataformizada, sem relevância para o jornalismo.


C

A comunicação ubíqua torna desnecessárias às práticas tradicionais de apuração e checagem jornalística.


D

A plataformização intensifica a disseminação do jornalismo, ao passo que as etapas de investigação mantêm autonomia relativa frente às lógicas algorítmicas.


E

A ubiquidade e a abundância informacional, características da sociedade plataformizada, transferem para o público a responsabilidade final pela curadoria e verificação das notícias.