As escolhas na utilização de diferentes registros linguísticos no texto jornalístico têm sido discutidas e criticadas a partir da perspectiva do preconceito linguístico, difundida pelo linguista Marcos Bagno, que recusa a noção simplista do “certo” e “errado” na língua. Nessa perspectiva, ao utilizar ou reproduzir palavras, expressões e sotaques em seu texto sem incorrer no preconceito linguístico, o jornalista deve considerar que:
A
qualquer manifestação linguística que escape do triângulo escola-gramática-dicionário é considerada errada.
B
a língua portuguesa falada no Brasil tem uma unidade bem definida, que deve ser mantida nas produções textuais escritas.
C
existem, na variedade linguística nacional, formas intrinsecamente melhores, porque estão mais próximas da norma culta.
D
existe diversidade e variação na língua falada no Brasil, e os modos de exposição e reprodução dessas variáveis implicam juízos de valor.
E
o domínio da norma culta é uma fórmula de ascensão social, importante para reduzir as diferenças entre grupos.