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Danos irreparáveis à imagem de pessoas ou instituições podem ser causados pela prática de um tipo de jornalismo torpe, que avilta a ética jornalística. Devido à política editorial que o norteia, é flagrante a falta de rigor na metodologia científica de pesquisa. Matérias prontas antes de serem apuradas, roteiros de entrevista contendo as declarações que precisam ser extraídas das fontes e frases fora do contexto para conferir tom histriônico à reportagem são apenas alguns exemplos da prática desse modelo de jornalismo.
A partir das considerações acima, é correto inferir que:
liberdade de expressão e liberdade de imprensa são álibis para a prática do jornalismo denunciatório de viés sensacionalista;
a concorrência acirrada entre as empresas jornalísticas e a necessidade de diferenciar-se justificam o modelo jornalístico voltado para novos padrões de consumo;
o marketing da notícia assegurou às empresas jornalísticas ganhos na circulação e/ou audiência ao valorizar o enquadramento da notícia espetacularizada;
esse padrão noticioso atende à lógica da inclusão social proporcionada pela distribuição de renda e formação de uma nova classe média;
o modelo paradigmático de jornalismo, de acordo com a lógica de mercado de consumo, é oferecer um produto popular, com destacada qualidade técnica e excelente retorno financeiro.