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O acidente com o Titanic foi memorável e é estudado até os dias atuais. É inquestionável que uma das causas para o afundamento do navio foi falha humana. Porém o choque com o iceberg resultou em uma fratura no casco e isso foi estudado. Abaixo se encontra uma tabela de composição química comparativa entre o aço do Titanic e o ASTM A36, um exemplo de aço estrutural.
% | C | Mn | P | S | Si | Cu | O | N |
Titanic | 0,21 | 0,47 | 0,045 | 0,069 | 0,017 | 0,024 | 0,013 | 0,0035 |
ASTM A36 | 0,20 | 0,55 | 0,012 | 0,037 | 0,007 | 0,01 | 0,079 | 0,0032 |
Com base nos dados da tabela acima, é correto afirmar que:
não há formação de inclusões no aço do Titanic e muito menos é possível correlacionar a baixa temperatura da água com a falha.
não há como correlacionar composição química com a fratura no casco. Porém, a baixa temperatura da água fragilizou o aço do Titanic.
a presença de cobre (Cu) foi responsável pela fragilização do aço do Titanic em baixa temperatura.
a presença de altas quantidades de fósforo (P) e enxofre (S) faz com que o aço do Titanic se fragilize em baixas temperaturas, bem como esses elementos são formadores de inclusões.
há transição dúctil-frágil para o aço do Titanic. Porém, não é possível correlacionar esse fenômeno com a composição química.