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De acordo com o Guia Brasileiro de Produção e Manutenção de Animais de Laboratório (CON...

De acordo com o Guia Brasileiro de Produção e Manutenção de Animais de Laboratório (CONCEA, 2023), a autoclavação é um dos métodos mais seguros para esterilização de resíduos sólidos e insumos em biotérios, devendo ser validada para cada tipo de carga. Em biotérios de alta barreira, como SPF (Specific Pathogen Free) e germ-free, os parâmetros de tempo e temperatura variam conforme o status sanitário e o tipo de material. Diretrizes internacionais da FELASA (Europa) e da AALAS/IACUC (EUA, 2025) reforçam que ciclos mais longos ou temperaturas mais altas são necessários para garantir esterilidade absoluta e manter a barreira gnotobiótica. No contexto das rotinas diárias de um biotério, técnicos precisaram revisar os protocolos de descarte e esterilização de resíduos sólidos. Considerando as normas brasileiras e internacionais de biossegurança, pode-se afirmar que:


A

em biotérios SPF germ-free, a autoclavação deve ser rigorosa e validada. Em SPF, ela é realizada a 121 °C, por pelo menos 15 a 20 minutos. Já em germ-free, a 121 ºC, por 45 a 60 minutos. Isso garante que não haja comprometimento da barreira sanitária


B

em biotérios convencionais, a autoclavação de resíduos sólidos é opcional, podendo ser substituída por descarte direto em sacos plásticos resistentes


C

em unidades isoladas, os resíduos sólidos podem ser descartados sem autoclavação, desde que sejam incinerados posteriormente


D

a autoclavação é recomendada apenas para materiais de experimentação, não sendo necessária para resíduos sólidos


E

o CONCEA não prevê normas específicas sobre autoclavação de resíduos sólidos em biotérios