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Um órgão da administração pública federal, ao final do exercício financeiro, apresenta as seguintes ocorrências:
I Recebimento de uma doação em dinheiro de uma organização internacional para um projeto específico, sem contrapartida.
II Reconhecimento de desvalorização de um bem intangível (software) devido à obsolescência tecnológica, sem que o software tenha sido baixado do patrimônio.
III Emissão de empenho e posterior liquidação de despesa com serviços de consultoria, mas o pagamento ocorrerá apenas no exercício seguinte.
IV Aquisição de um veículo para uso administrativo, pago à vista com recursos próprios.
Assinale a alternativa correta sobre o impacto dessas ocorrências nas variações patrimoniais e no Balanço Patrimonial do órgão, sob o enfoque do regime de competência.
O recebimento da doação (I) e a aquisição do veículo (IV) são variações patrimoniais qualitativas, pois alteram a composição do ativo, mas não o Patrimônio Líquido.
A desvalorização do software (II) gera uma variação patrimonial quantitativa diminutiva e é evidenciada na Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP), enquanto o empenho da despesa (III) é uma variação qualitativa.
O recebimento da doação (I) é uma variação patrimonial quantitativa aumentativa, e a desvalorização do software (II) representa uma variação quantitativa diminutiva. Ambos são registrados na Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP).
A despesa com serviços de consultoria (III), por ter sido liquidada, é classificada como variação patrimonial quantitativa diminutiva no exercício corrente, e o não pagamento implica na anulação da despesa para o próximo exercício.
A aquisição do veículo (IV) é uma variação patrimonial quantitativa aumentativa e diminutiva simultaneamente, refletindo uma permuta entre ativos sem impacto no Patrimônio Líquido, e, portanto, não é evidenciada na DVP.