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Recentemente, nas últimas duas décadas, a violência se incorporou à agenda do setor de saúde, pautada pelo crescimento dos números de óbitos e adoecimentos por causas externas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 1,6 milhão de pessoas morrem vítimas de violência individual ou coletiva, anualmente. Reconhecendo a importância do tema, o Ministério da Saúde reuniu especialistas no tema Violência. Gestores e profissionais de atendimento de serviços de urgência elaboraram um documento estabelecendo as diretrizes e atividades para o setor Saúde e a construção de políticas intersetoriais. O documento foi pactuado junto ao Conselho Nacional de Saúde e apresentado como a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências do Sistema Único de Saúde (PNRMAV/SUS) (Ministério da Saúde, 2001). São pressupostos da PNRMAV:
A promoção e a adoção de comportamentos e ambientes não seguros e saudáveis com a falta de monitoramento da ocorrência de acidentes e de violências, mas com suas notificações, sempre que possível.
A sistematização, ampliação e consolidação do atendimento pós-hospitalar, e encaminhamento a uma assistência interdisciplinar e intersetorial às vítimas de acidentes e violências, o que passa a não ser um serviço gratuito, mas com rede de apoio de empresas parceiras que cobram um valor acessível.
A saúde entendida como um direito humano fundamental e essencial ao desenvolvimento social e econômico, assim como o direito e respeito à vida como valores éticos da cultura e da saúde e a promoção da saúde como base para o desenvolvimento de todos os planos, programas, projetos e atividades de redução da violência e dos acidentes.
A saúde entendida como um dos direitos do ser humano, sendo fundamental e essencial ao desenvolvimento social, econômico e financeiro. Junto com isso, o programa faz exigências ao desenvolvimento de estudos e pesquisas, contudo, sem apoio aos pesquisadores que fazem isso de forma voluntária.
A estruturação e consolidação do atendimento voltado à recuperação e à reabilitação sem a capacitação de recursos humanos e captação de recursos financeiros.