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A vigilância epidemiológica, como função essencial do Sistema Único de Saúde, opera por meio de um conjunto articulado de ações que incluem a coleta de dados, a análise de informações e a disseminação de conhecimento para orientar a tomada de decisão em saúde pública. Entre suas atribuições, destaca-se a investigação epidemiológica de surtos e epidemias, que consiste em um processo sistemático para identificar a fonte de infecção, o modo de transmissão e os fatores de risco associados a um agravo, com vistas à adoção de medidas de controle oportunas. Além da investigação de surtos, a vigilância epidemiológica também atua no monitoramento de doenças crônicas não transmissíveis, acidentes e violências, ampliando seu escopo para além das doenças transmissíveis. Considerando as aplicações da vigilância epidemiológica na saúde pública, pode-se afirmar que a:
vigilância epidemiológica e a vigilância sanitária são instâncias independentes e com atribuições mutuamente excludentes, não havendo sobreposição de competências entre elas
investigação de surtos é uma atividade secundária da vigilância epidemiológica, cuja prioridade deve ser a manutenção dos sistemas de informação e a produção de relatórios estatísticos
atuação da vigilância epidemiológica restringe-se ao âmbito hospitalar e aos serviços de urgência e emergência, sendo as ações na atenção básica de responsabilidade exclusiva da Estratégia Saúde da Família
vigilância epidemiológica reconhece as principais doenças de notificação compulsória e investiga epidemias que ocorrem em territórios específicos, integrando-se à vigilância em saúde para o controle de doenças e agravos