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Entre as causas do fracasso do Plano Cruzado (1986), pode-se apontar:
A desindexação parcial da economia, já que só os salários foram desindexados.
A prática de políticas fiscal e monetária expansivas, que, aliada à valorização real da taxa de câmbio, acabou por inviabilizar a sustentação do tabelamento de preços, salários e câmbio.
O cenário externo extremamente desfavorável à economia brasileira, marcado pela retração da atividade econômica, do comércio e do crédito internacional, o que inviabilizou a sustentação do tabelamento da taxa de câmbio, que deveria atuar como âncora dos preços.
A baixa credibilidade do então Ministro da Fazenda e do próprio Plano junto à opinião pública inviabilizou, desde o início, o controle de preços e salários.
O desvio entre a política macroeconômica (fiscal, monetária e cambial) prevista no Plano, de caráter restritivo, a ser combinada com a desindexação da economia, e a política efetivamente praticada no período, que foi expansiva.