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Conforme advoga Giambíagi (2016), com relação à economia brasileira, no período que se estendeu de 1995 a 1998, é correto afirmar que:
o Plano Real foi muito bem-sucedido no controle da inflação. O problema é que, paralelamente a esse êxito, a gestão macroeconômica deixava expostos um desequilíbrio externo crescente e uma séria crise fiscal.
o grande aumento das exportações, que se seguiu ao Plano Real, combinado com um desempenho ruim das importações, favoreceu a balança comercial brasileira, principalmente entre os anos 1995 e 1997.
a balança de serviços e rendas apresentou superávit no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, com pagamentos decrescentes de juros, lucros e dividendos.
verificou-se, ao longo do período, uma profunda melhora nos indicadores brasileiros, sobretudo no que tange ao endividamento, tanto externo como público.
o superávit primário do setor público, da ordem de cinco pontos percentuais do PIB, perdurou ao longo de todo o período.