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A criação do real, na esteira de uma ampla reforma nas instituições monetárias do país a partir do segundo semestre de 1994, foi o mais bem-sucedido programa de estabilização dos preços no Brasil. Esse proceso regenerativo do padrão monetário foi completado por um conjunto de medidas que garatissem a estabilização dos preços em reais. As mais impactantes foram EXCETO:
Recuperação do controle da oferta monetária, definido-se novos critérios para a emissão programada da nova moeda.
Forte expansão da liquidez, ampliando-se para 100% na margem dos recolhimentos compulsórios sobre os bancos criadores de moeda.
Ampliação das retenções compulsórias sobre outros ativos financeiros quase-monetários (como depósitos a prazo, e cadernetas de poupança).
Sustentação de câmbio valorizado, com o fim da indexação automática da taxa de câmbio e com a instituição de mercado flexível, mas dentro das bandas fixadas e controladas pelo Banco Central.
Ampla abertura da economia, junto com a redução de mecanismos protetores, buscando-se não só o “efeito demonstração” dos preços de produtos importados, como ainda o abastecimento de segmentos de mercado que tivessem forte expansão, como o “efeito riqueza” gerado pelo fim do “imposto inflacionário”.