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Ao longo de seis anos e dois meses à frente do Banco Central, o engenheiro civil Henrique Meirelles desenvolveu uma capacidade notável de absorver críticas — nem sempre elegantes — sem reclamar. Recordista histórico de permanência na presidência do BC, este goiano de 63 anos se convenceu de que levar pancadas públicas da oposição, dos próprios colegas de governo e mesmo de líderes empresariais que o elogiam privadamente “faz parte do jogo”.
In: Época Negócios, mar./2009, p. 37.
Tomando o texto como referência inicial, assinale a alternativa correta
Henrique Meirelles defende firmemente a não-intervenção do Estado na economia.
Crítico veemente das taxas de juros que vigoravam no Brasil, por considerar que se tornaram um entrave ao crescimento econômico, Meirelles, em sua gestão, levou o país a apresentar taxas de juros básicos muito próximas às praticadas na Europa e nos Estados Unidos.
Único sobrevivente da equipe econômica que iniciou o governo Lula em 2003, Henrique Meirelles afastou-se do cargo logo após a reportagem da qual foi extraído o texto acima para concorrer ao cargo de governador de Goiás.
A ascensão de Meirelles à presidência do BC foi um sinal ao mercado financeiro de que o presidente Luís Inácio Lula da Silva seguiria política monetária não muito diferente da conduzida por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.
Entre os partidos de oposição que, segundo o texto, dão “pancadas públicas” em Meirelles, estão o PSDB, o DEM, o PSB e o PDT.