Na teoria keynesiana, a abordagem da moeda como instrumento de troca é justificada por motivos que determinam a demanda por moeda. Ao introduzir o motivo especulativo, John Maynard Keynes concluiu que
a decisão dos agentes por manter moeda para transações depende do fluxo de recebimentos e do montante de renda recebida, sendo a demanda por moeda decorrente dessa defasagem transacional por período de tempo.
as pessoas apresentam maior propensão em manter os seus recursos na forma monetária nos períodos em que os preços dos títulos se elevam e a remuneração satisfatória dos seus títulos se reduzem.
os indivíduos retêm parcela de sua renda em função de gastos extraordinários, e que essa demanda precaucional por moeda depende das flutuações da taxa de juros e é inelástica em relação à renda.
quanto maior a taxa de juros e mais elevado o preço dos títulos, maior será a propensão dos indivíduos em manter os recursos na forma monetária, observando-se uma relação direta entre a demanda por moeda e a taxa de juros.