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Considerando os efeitos da conjuntura internacional e da dinâmica do setor externo sobre a economia brasileira, no período de 2003 a 2010, a afirmação que NÃO pode ser sustentada à luz da evidência empírica do período está indicada em
a elevação do estoque de reservas internacionais, observada a partir de 2003, ocorreu simultaneamente a um processo de apreciação cambial do real, cuja reversão se deu de forma pontual apenas durante o agravamento da crise financeira internacional em 2008.
ainda que o comércio exterior tenha registrado saldos positivos ao longo do período, a acumulação de reservas foi predominantemente impulsionada pela expressiva entrada de capitais pela conta financeira, especialmente sob a forma de investimento estrangeiro direto e fluxos de portfólio.
o fortalecimento da demanda externa, em particular por commodities, contribuiu para a elevação dos preços das exportações brasileiras, mitigando, em grande medida, os efeitos adversos da apreciação cambial sobre a rentabilidade do setor exportador.
a melhoria dos termos de troca, associada ao boom das commodities e aos mecanismos típicos da doença holandesa, contribuiu para preservar a participação relativa dos bens manufaturados na pauta exportadora brasileira ao longo do período, apesar da apreciação cambial.
a expressiva acumulação de reservas internacionais alterou de forma substantiva a posição externa do País, de modo que, após 2008, o estoque de reservas passou a superar o montante da dívida externa bruta.