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Em uma economia hipotética, uma crise inicialmente localizada na esfera imobiliária transforma-se em crise financeira, com implicações macroeconômicas globais. Ao analisar seu impacto, em suas diferentes fases, sobre o equilíbrio macroeconômico desse país, a partir da observação dos movimentos das curvas IS e LM em análise de curto prazo, tem-se que:
A fim de reduzir a recessão, o governo cria um programa fiscal de redução de impostos e elevação de gastos que tem registrado seus efeitos no deslocamento da curva IS para cima.
O alto custo para a aquisição de empréstimos, os preços rebaixados das ações e o menor nível de confiança de empresas e consumidores levaram a curva LM a se deslocar para baixo, como resultado da queda da demanda agregada.
Preocupado com a desaceleração do crescimento econômico, o Banco Central, ao adotar uma política monetária expansiva, desloca a curva LM para cima.
No ano seguinte ao início da crise, essa economia observa uma queda do PIB da ordem de 3,5% retratada pelo deslocamento concomitante para baixo das curvas IS e LM, como resultado das políticas fiscal e monetária expansionistas.
A componente financeira da crise, marcada por bancos com ativos ilíquidos e passivos de alta liquidez, resulta no deslocamento para cima da curva IS.