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No 1º trimestre, o “Balcão Municipal de Empregos” registrou 800 pessoas. Dentre elas, 480 declararam estar em ocupação informal e 320 declararam estar desempregadas.
No mesmo período, 400 concluintes de um curso curto de qualificação com intermediação (encaminhamento a vagas) tiveram acompanhamento, e 120 obtiveram colocação formal em até 60 dias.
Paralelamente, a prefeitura pagou um auxílio temporário de R$ 300/mês por 3 meses a 200 famílias, sendo 80 com pelo menos um adulto participante das ações de qualificação/intermediação.
Considerando a distinção entre políticas ativas (emprego) e transferências (renda), além dos indicadores e incentivos envolvidos, assinale a alternativa INCORRETA.
A proporção de cadastrados em ocupação informal foi de 60% (480/800), o que sugere que o diagnóstico do mercado local deve diferenciar informalidade de desemprego ao desenhar políticas municipais.
A taxa de colocação formal entre concluintes foi de 30% (120/400), indicador típico de política ativa e conceitualmente distinto de medidas de proteção de renda.
O auxílio temporário pode ser integrado ao pacote como mecanismo de proteção, e seu desenho pode incorporar critérios de focalização e vínculo operacional com ações ativas, para reduzir desalinhamentos de incentivos.
A taxa de colocação de 30% observada entre os concluintes pode ser aplicada sem qualquer ressalva para calcular a redução do desemprego entre todos os 800 cadastrados, pois concluintes e não‑concluintes têm, por definição, a mesma probabilidade de colocação.
O fato de parte dos beneficiários do auxílio não estar vinculada às ações ativas sinaliza possível “vazamento” de focalização, relevante para avaliar eficiência distributiva e efeitos sobre formalização.