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A teoria macroeconômica moderna discute a sustentabilidade da política fiscal e a dinâmica da dívida pública. Um dos conceitos centrais nesse debate é a Equivalência Ricardiana, associada a Robert Barro e baseada em fundamentos intertemporais do consumo.
A Equivalência Ricardiana sustenta que, sob hipóteses restritivas — como mercados de capitais perfeitos, agentes racionais, ausência de restrições de liquidez e impostos não distorcivos —, financiar o gasto público por meio de impostos hoje ou por meio de dívida hoje e impostos no futuro produz efeitos equivalentes sobre as decisões de consumo privado.
Se a Equivalência Ricardiana for válida, uma redução de impostos financiada por déficit público terá como resultado
uma redução da taxa de juros real, em razão do aumento da poupança pública.
um deslocamento da demanda agregada para a direita, com elevação do nível de preços.
um aumento do investimento privado, em razão do maior otimismo dos agentes com a redução dos tributos.
uma elevação da poupança privada em montante equivalente ao déficit público, mantendo o consumo inalterado.
um aumento imediato no consumo das famílias, produzindo forte efeito multiplicador sobre a demanda agregada.