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A evolução do sistema monetário internacional ao longo do século XX, desde o padrão-ouro até o colapso do sistema de Bretton Woods, evidencia diferentes arranjos institucionais para conciliar estabilidade cambial, autonomia de política econômica e mobilidade de capitais.
À luz dessa trajetória histórica e de seus fundamentos teóricos, assinale a alternativa correta.
No padrão-ouro clássico, vigente entre 1870 e 1914, a ocorrência de um déficit externo era automaticamente eliminada pela entrada de capitais.
Em 1971, a crise do acordo de Bretton Woods pode ser associada às tensões entre a política monetária dos Estados Unidos e o compromisso de conversibilidade do dólar em ouro, as quais foram acomodadas pelos mecanismos automáticos de ajuste previstos no acordo.
No modelo do padrão-ouro, desequilíbrios externos eram automaticamente eliminados através dos movimentos nos fluxos de ouro e seus impactos sobre a oferta monetária, nível de preços e competitividade externa.
O sistema de Bretton Woods permitia a coexistência de câmbio fixo, plena mobilidade de capitais e autonomia monetária, resolvendo o chamado trilema da política macroeconômica.
Após o colapso do sistema de Bretton Woods, a transição para regimes de câmbio flutuante eliminou o trilema básico da política macroeconômica para economias abertas.