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A balança comercial entre o Brasil e os Estados Unidos da América (EUA) registrou uma redução gradual do superavit brasileiro durante o período 1990-1994 e deficits acentuados para o Brasil nos quatro anos seguintes. Em 1998, as importações brasileiras provenientes dos EUA perfizeram US$ 13,3 bilhões, ao passo que nossas exportações para aquele país situaram-se em US$ 9,7 bilhões (deficit para o Brasil de US$ 3,6 bilhões). Uma das razões que explicam tais números consiste na permanência das barreiras tarifárias e não-tarifárias a bens brasileiros, as quais continuam essencialmente intocadas. Por outro lado, a sobrevalorização da taxa de câmbio naquele período, ao reduzir a competitividade de produtos de exportação brasileiros, também contribuiu para o acentuado deficit na balança comercial bilateral.
Os investimentos diretos dos EUA no Brasil passaram de US$ 18,9 bilhões em 1994 para cerca de US$ 38 bilhões em 1998. Esta cifra representa mais da metade dos investimentos diretos norte-americanos na América do Sul. O Brasil ocupa a quinta posição entre os países receptores de investimentos diretos dos EUA, atrás da Alemanha e à frente do Japão. Segundo estatísticas do Departamento de Comércio norte-americano, o aumento dos investimentos norte-americanos no Brasil em 1996-1997 foi duas vezes maior que seu crescimento médio global (11%) e excedeu em 50% o aumento verificado no resto da América do Sul (22%).
Idem, ibidem.
Julgue os itens seguintes com base nas informações do texto acima.
Suponha que, em 1999, com relação ao ano anterior, as exportações dos EUA para o Brasil aumentaram 10% e as do Brasil para os EUA diminuíram 10%. Nessa situação, o deficit brasileiro aumentou em 20%.
Certo
Errado