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Assinale alternativa correta a respeito da hipótese da Equivalência Ricardiana.
A política fiscal expansionista via gasto financiado por dívida gera um multiplicador de consumo maior do que a política via corte de impostos.
Diante de um corte temporário de impostos, os consumidores aumentarão seu consumo atual no valor do corte, pois veem esse ganho como permanente.
Os consumidores não se importam com o nível de endividamento público, pois acreditam que a dívida será perdoada.
Se o governo reduz impostos hoje e financia esse alívio com dívida, consumidores perceberão que terão de aumentar poupança para pagar impostos mais altos depois, mantendo estável seu consumo.
Um aumento do deficit público financiado exclusivamente por dívida causará um aumento do consumo presente, já que os impostos só incidirão no futuro.
A política fiscal é um importante instrumento para administrar as flutuações econômicas. Sobre o assunto, analise as afirmações abaixo:
1. Para equilibrar a economia, o governo pode fazer uso de uma política fiscal expansionista, que aumenta a demanda agregada, e da política fiscal contracionista, que reduz a demanda agregada.
2. A política fiscal contracionista é implementada basicamente de três formas: 1) redução nas compras de bens e serviços pelo governo, 2) aumento de impostos e 3) redução nas transferências do governo.
3. Um dos argumentos contra a política fiscal expansionista é de que os consumidores, prevendo que terão de pagar impostos mais altos no futuro para compensar o atual endividamento do governo, cortarão seus gastos hoje para economizar dinheiro. Esse argumento é conhecido como “equivalência ricardiana”.
4. Um elevado endividamento por parte do governo ou grandes déficits orçamentários não impactam no aumento da inflação, uma vez que são compensados pela aplicação das políticas fiscais.
5. Para avaliar a capacidade dos governos de pagar suas dívidas, com frequência, é utilizada a razão dívida/déficit, fator este que identifica a necessidade de uma política fiscal expansionista ou contracionista.
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
06.
07.
10.
11.
15.
Em relação à equivalência ricardiana, avalie as afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) Essa hipótese está em linha com o modelo keynesiano, visto que o corte nos impostos terá um efeito positivo no consumo.
( ) Se o governo financiar o corte de impostos hoje através de endividamento a longo prazo, as famílias irão consumir mais, caso não sejam altruístas em relação as suas gerações futuras.
( ) Se os impostos se reduzirem em dT hoje, e se vale a restrição intertemporal do governo, então os impostos irão subir amanhã em dT(1+r), em que dT representa a variação dos impostos e r a taxa de juros.
As afirmativas são, respectivamente,
V – V – V.
V – V – F.
F – V – V.
F – F – V.
F – F – F.
Considerando o Modelo de Ricardo e o Modelo de Heckscher-Ohlin enquanto teorias do comércio internacional como instrumento para explicar as trocas internacionais, assinale a alternativa CORRETA como abordado em Krugman, Obstfeld e Melitz (2015).
No Modelo Ricardiano, a Fronteira de Possibilidade de Produção é côncava, existem dois fatores e pressupõe-se a lei dos rendimentos marginais decrescentes dos fatores.
Ambos os modelos, o Modelo de Ricardo e o de Heckscher-Ohlin, pressupõem competição oligopolista nos mercados de bens e de fatores e retornos decrescentes de escala.
No modelo de Ricardo, ocorre a especialização parcial na produção de um dos bens. Dada a vantagem comparativa, se o país começa a comercializar, o trabalho passa a ser parcialmente empregado no setor para o qual o país apresenta o menor custo de oportunidade, mas emprega relativamente mais trabalho se comparado ao setor com maior custo de oportunidade.
No Modelo de Ricardo, a tecnologia difere entre os países, e as preferências dos consumidores entre os países são idênticas. Já o Modelo de Heckscher-Ohlin pressupõe a igualdade entre a tecnologia e a preferência dos consumidores entre os países.
Sejam os países hipotéticos A e B, sendo que ambos produzem dois bens: X e Y. O país A tem vantagem comparativa na produção do bem X e o país B tem vantagem comparativa na produção do bem Y. Então, no Modelo de Heckscher-Ohlin, após o início do comércio, o país A apresenta um aumento no volume produzido tanto do bem X quanto do bem Y.
Com base nos modelos de oferta e demanda agregadas e na validade da equivalência ricardiana, uma política de desoneração tributária financiada pelo aumento da dívida pública:
aumenta a demanda agregada e o nível de preços;
aumenta o produto, mas não afeta o nível de preços;
aumenta a poupança nacional e o consumo corrente;
não afeta o consumo corrente e a taxa de juros real;
não afeta a poupança nacional, mas aumenta a demanda agregada.


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É considerado um fator relevante que se contrapõe à lógica básica da equivalência ricardiana, acarretando sua potencial invalidade, a:
restrição de crédito estar presente aos consumidores;
redução dos impostos não alterar a poupança privada;
política fiscal não ter qualquer impacto sobre o produto;
redução dos impostos não alterar o consumo privado;
restrição orçamentária do governo impor que a ocorrência de déficit público não tem qualquer papel sobre a atividade econômica.
A Equivalência Ricardiana é uma abordagem baseada em um enfoque intertemporal aplicado à restrição orçamentária das famílias e à restrição orçamentária do governo. Com base nesse princípio, a alternativa que apresenta uma das consequências de uma redução de impostos, financiada pela emissão de títulos públicos, é:
Aumento do consumo.
Redução da poupança nacional.
Redução do déficit orçamentário.
Aumento da poupança privada e redução da poupança pública.
De acordo com a Equivalência Ricardiana, um aumento dos gastos públicos e consequente aumento do endividamento
aumentará a demanda agregada pelo efeito do multiplicador keynesiano.
aumentará a demanda agregada, pois haverá aumento da inflação que diminui o desemprego.
diminuirá a demanda agregada, pois a oferta de crédito será reduzida.
não terá efeito sobre a demanda agregada porque os indivíduos antecipam o aumento de impostos que virá no futuro para pagar essa dívida.
não terá efeito sobre a demanda agregada porque a parte mais privilegiada da sociedade aumentará o gasto no exterior com viagens e bens importados.
A tese da neutralidade do déficit público, proposta pela Teoria da Equivalência Ricardiana, se baseia, entre outras hipóteses, em
expectativas adaptativas do comportamento dos agentes privados.
dividir sua renda entre consumo e poupança, mantendo o padrão de consumo estável ao longo da vida.
alterar a riqueza total ao longo do ciclo de vida em função da alteração dos impostos.
políticas fiscais e monetárias no máximo de sua eficácia.
alteração dos preços relativos, em função da expansão da oferta monetária.
De acordo com o Princípio da Equivalência Ricardiana, os consumidores são racionais e se preocupam com o futuro; por isso, baseiam seus gastos não somente em seus rendimentos atuais, mas também na renda esperada. As famílias poupam a renda disponível adicional de modo a pagar a obrigação fiscal futura que a redução fiscal no presente acarreta. Devido a isso, uma redução de impostos financiada pelo endividamento do governo deixa o consumo inalterado. No entanto, os defensores da abordagem tradicional do endividamento do governo acreditam que uma redução nos impostos, financiada por endividamento do governo, eleva a renda atual dos consumidores e, consequentemente, o consumo, ainda que a renda futura seja mais baixa.
Com base no texto acima, a alternativa que apresenta um aspecto que justifique o fato de, para abordagem tradicional de endividamento do governo, o consumo do presente não permanecer inalterado, como afirma o Princípio da Equivalência Ricardiana, é:
Rigidez de preços e salários nominais.
Imperfeições no mercado de crédito.
Existência da preferência pela liquidez.
Validade da Curva de Philips no curto prazo.


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Supondo a validade da restrição orçamentária intertemporal do governo, a ocorrência de déficit público provocado pela elevação de impostos não tem qualquer papel sobre a atividade econômica.
-
Esse fato é conhecido como:
curva de Laffer;
efeito Patinkin;
senhoriagem;
equivalência ricardiana;
neutralidade monetária.
A Política Fiscal brasileira se inspira, desde o final da década de 1990, no chamado “Modelo da Equivalência Ricardiana”, que considera o déficit público como um fator de ineficiência alocativa. No entanto, o debate teórico sobre o papel da Política Fiscal opõe duas correntes de pensamento: os Novos Clássicos, defensores desse modelo, e os Keynesianos.
Com relação à análise da Política Fiscal por essas duas correntes, é correto afirmar que
de acordo com a corrente Keynesiana, um orçamento público deficitário deve ser utilizado para a promoção do crescimento econômico, tendo em vista seu efeito sobre a demanda agregada da economia.
a abordagem dos Novos Clássicos utiliza o modelo de expectativas racionais, segundo o qual os agentes econômicos esperam que o governo adote uma Política Fiscal anticíclica.
ambas as correntes consideram que a Política Fiscal só tem efeito sobre o crescimento econômico se os aumentos de gastos forem financiados com dívida, e não com impostos.
os Novos Clássicos advogam que a Política Fiscal deve adotar um orçamento equilibrado apenas em situações de crescimento da inflação.
os Keynesianos recomendam que, em situações de queda da atividade econômica, a Política Fiscal adote um orçamento superavitário, com o objetivo de recuperar a confiança dos agentes econômicos.
De acordo com a equivalência ricardiana, o governo deve financiar seus gastos aumentando impostos sobre o valor agregado.
Certo
Errado
A tabela apresenta um exemplo hipotético de comércio de dois bens (borracha e munição) entre o país A e o país B.
País | Produtividade do trabalho (un. de trabalho para produzir 1 un. de um bem - em horas) | Custo de Oportunidade | ||
Borracha | Munição | Borracha | Munição | |
A | 80 | 100 | 0,8 | 1,25 |
B | 50 | 90 | 0,55 | 1,8 |
De acordo com a teoria ricardiana das vantagens comparativas, pode-se afirmar que o país:
A é mais eficiente na produção de ambos os bens e não terá interesse na troca
B é mais eficiente na produção de ambos os bens e não terá interesse na troca
Apode se especializar na produção de munição e o país B na produção de borracha, devido ao custo de oportunidade
Apode se especializar na produção de borracha e o país B na produção de munição, devido ao custo de oportunidade
A equivalência ricardiana diz que se o governo financiar a sua trajetoria de gastos por meio de déficits, a poupança privada aumentará proporcionalmente com a diminuição da poupança pública, implicando numa taxa de juros
crescente.
decrescente.
inalterada.
alterada.


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De acordo com a Equivalência Ricardiana, se o governo diminui os impostos e, com isso, aumenta a dívida interna,
haverá uma redução na demanda agregada em função do aumento na taxa de juros, decorrente do maior endividamento.
haverá um aumento na demanda agregada por causa do aumento da renda disponível vindo da redução dos impostos.
haverá um aumento na demanda agregada como consequência de expectativas favoráveis em relação ao déficit público.
o efeito na demanda agregada é nulo, pois o aumento da renda disponível é compensado pelo aumento na taxa de juros.
o efeito na demanda agregada é nulo porque os agentes antecipam um aumento de impostos no futuro, visando ao pagamento da dívida.
A lógica da equivalência ricardiana implica que todas as mudanças na política fiscal são irrelevantes.
Certo
Errado
São hipóteses do modelo básico ricardiano de vantagens comparativas:
Dois países, dotação similar de fatores de produção e três fatores de produção: capital, trabalho e recursos naturais.
Dois países, dois produtos e um fator de produção, trabalho.
Oferta elástica de trabalho em cada país, dois produtos e um mercado comum integrado.
O fator de produção é perfeitamente móvel entre países, dois países e dotação similar de fatores de produção.
Um governo, com seu orçamento inicialmente equilibrado, decide manter o gasto público mas cortar os impostos, emitindo títulos de sua dívida para cobrir o deficit. Seu objetivo é expandir a demanda agregada por bens e serviços. Na hipótese de que as pessoas considerem o subsequente aumento dos encargos da dívida como geradores de futuras obrigações fiscais, essa política do governo não teria o efeito expansivo esperado.
Tal hipótese é denominadaequivalência ricardiana
efeito crowding-in
efeito riqueza negativo
efeito caixa real
armadilha da liquidez
Assinale a opção correta acerca da validade da equivalência ricardiana.
Um corte de impostos correntes do tipo lump-sum, mantidos constantes todos os outros elementos, produz aumento do consumo corrente, em face da elevação da renda disponível.
A substituição de impostos por dívida, para um dado montante de dispêndio público, não produz efeito sobre a demanda agregada e a taxa de juros.
A forma pela qual o governo financia os seus gastos é relevante para os resultados, no que se refere a produto, emprego e taxa de juros.
A equivalência ricardiana só é válida se o governo mantiver uma política de orçamento equilibrada em cada período de tempo.
m aumento de impostos correntes, com a manutenção da constância de todos os outros elementos, produz um aumento da poupança privada corrente.


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