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A forma de ocupação da amazônia mudou, e a valorização de seus produtos extrativos no mercado internacional, que persiste na atualidade, determina a ocorrência de novos ciclos econômicos.
Com privatizações e concessões de serviços públicos faz-se necessária a presença de agências reguladoras em todos os setores da economia.
A redução da pobreza entre 1980-2002 ocorreu principalmente na década de 90, mais especificamente após a implementação do Plano Real.
A forte expansão dos gastos públicos, entre 1991 e 2006, decorreu, principalmente, do expressivo crescimento das despesas previdenciárias.
A baixa inflação mensal inicial associada a uma política monetária rígida restringiu o impacto inflacionário da desvalorização cambial em 1999 e garantiu que a inflação, embora superior à de 1998, se mantivesse abaixo dos dois dígitos.
As privatizações iniciadas nos anos 90 através do Plano Nacional de Desestatização (PND) caracterizam mais uma necessidade de cortes nos gastos do governo do que uma redução do tamanho do estado, desregulamentação da economia e abertura comercial.
No período 2002-2004, o aumento das necessidades de financiamento do setor público deveu-se, particularmente, à expressiva redução do superavit primário do setor público, decorrente da política fiscal expansionista, adotada nesse período.
A regulamentação da concessão de serviços públicos para a iniciativa privada, as privatizações e a quebra do monopólio estatal em alguns setores da economia, que ocorreram no âmbito das reformas estruturais da década passada, constitui um exemplo típico da atuação do Estado brasileiro como condutor e financiador das atividades econômicas.
A partir de meados dos anos 90 do século passado, observou-se um aumento substancial da dívida externa líquida em relação à dívida líquida total do setor público, no Brasil.
A redução da pobreza no período entre 1995 e 2002, no Brasil, é consistente com o fato de o crescimento econômico ser um instrumento mais efetivo para diminuir a pobreza, quando ele ocorre em um ambiente de estabilidade macroeconômica.
A heterodoxia delfiniana, cujo discurso combinava o combate à inflação com uma visão desenvolvimentista, foi bem-sucedida no que diz respeito à inflação, que foi praticamente eliminada em razão da prefixação dos sistemas de correção monetária e cambial.
O crescimento substancial das exportações brasileiras no período 1968–1973 deveu-se, em parte, ao crescimento da economia mundial e aos incentivos fiscais, acordados no âmbito da política comercial vigente no período.
No primeiro mandato do atual presidente da República, no período 2002-2004, apesar da apreciação do real, o superavit da balança comercial contribuiu para reduzir a razão entre a dívida externa líquida e as exportações, tendo ocorrido, inclusive, redução do tamanho dessa dívida.
Para Minsky, a probabilidade de uma grande recessão no período do pós-guerra seria menor, pois os mercados teriam aprendido com as lições da crise de 1929 os problemas da alavancagem financeira.
A análise do orçamento público no Brasil é crucial para se entender o funcionamento da economia brasileira. A respeito dessa questão, assinale a opção correta.
Durante a década de 70 do século XX, a proibição de o Banco Central emitir títulos do governo para financiar gastos extra- orçamentários constituiu importante fator de controle da dívida pública.
A Lei Orçamentária Anual, que estabelece as receitas e despesas que serão realizadas no ano subseqüente, não tem caráter autorizativo no que diz respeito aos gastos públicos.
No período 1994-1998, em virtude da estabilização econômica,
ocorreram melhorias significativas no superavit primário do
governo central.
A redução do deficit operacional observada durante a
hiperinflação é consistente com a incidência do efeito Tanzi.
A partir dos anos 80 do século passado, o orçamento público que autorizava gastos baseados nas previsões de receita, levando o país a viver acima de seus meios, constitui elemento crucial para explicar a crise fiscal e a hiperinflação que assolaram a economia brasileira.
Tradicionalmente, no Brasil, a conta de serviços e renda, que integra a conta-corrente, é superavitária, o que contribui para reduzir os desequilíbrios externos.
A crise cambial brasileira de 1999 se assemelhou ao que foi observado no México em 1995 e posteriormente na Argentina em 2002. Esses três processos tiveram como causa um excesso de gastos do setor público que acabou por provocar um desequilibro externo e uma crise cambial.
A privatização dos serviços públicos, que vem ocorrendo no Brasil e no resto do mundo, não elimina a intervenção do Estado nesses mercados, apenas redefine suas funções: de provedor, o Estado passa a agente regulador desses serviços.
No Brasil, a taxa de crescimento da renda média dos 10% mais pobres, no período 1960-1980, foi substancialmente inferior às taxas dos demais estratos de renda, o que contribuiu para elevar as disparidades de renda entre os brasileiros.
Quanto às políticas cambiais implementadas no período de 1945 a 1955, é correto afirmar que:
no governo Dutra, após uma forte desvalorização cambial, introduziu-se, em 1947, o câmbio fi xo. Esse regime de câmbio foi mantido por Vargas até 1953, quando da introdução de uma política de valorização da moeda nacional.
durante todo o período, houve um regime de câmbio fl utuante com desvalorização da moeda em termos nominais.
Dutra inaugurou seu governo sem desvalorizar a moeda nacional, mas em 1947 passou a adotar um regime de minidesvalorizações cambiais, este foi alterado por Vargas, logo depois da posse, quando foi feita uma maxidesvalorização da moeda nacional, seguida por outra maxidesvalorização, em 1953.
Dutra não desvalorizou a moeda nacional, mas introduziu, em 1947, controles de câmbio; já com Vargas, introduziu-se um sistema de câmbio múltiplo em 1953.
logo depois da Guerra, Dutra estabeleceu um sistema de ágios e bonifi cações sobre o câmbio; este sistema foi mantido por Vargas, porém de uma forma mais simplifi cada.