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No debate sobre política tributária municipal, a equipe econômica de uma prefeitura analisa propostas envolvendo IPTU, ISS e taxas.
Considerando equidade; progressividade/regressividade; eficiência e; a distinção entre incidência legal e incidência econômica, assinale a alternativa INCORRETA.
A incidência legal indica quem é formalmente responsável pelo recolhimento do tributo, enquanto a incidência econômica se relaciona a quem suporta o ônus após ajustes em preços, salários ou retornos, podendo divergir do contribuinte legal.
A progressividade do IPTU pode ser discutida em termos de alíquotas e base de cálculo; contudo, o efeito distributivo observado depende também da qualidade do cadastro imobiliário, da planta genérica de valores e da capacidade de cobrança.
Um aumento de ISS sobre serviços com demanda pouco sensível a preço tende a gerar maior repasse para consumidores, aproximando a incidência econômica do usuário final, ainda que o contribuinte legal seja o prestador do serviço.
Taxas podem ser usadas como instrumento de arrecadação geral, pois sua base econômica é semelhante à de impostos e sua finalidade principal é ampliar a flexibilidade orçamentária da prefeitura independentemente de vinculação a serviço específico.
Um tributo pode ser “progressivo no desenho” e, ainda assim, produzir efeitos regressivos em determinados mercados, caso ocorra repasse relevante para preços de bens/serviços consumidos proporcionalmente mais por famílias de menor renda.
Sistemas tributários podem ser progressivos, proporcionais ou regressivos. No Brasil, a elevada participação de tributos indiretos sobre consumo tende a gerar regressividade, pois famílias de baixa renda gastam maior fração do orçamento em consumo tributado. A justiça distributiva depende de desenho de alíquotas, base tributária e transferências. Com base no tema, qual medida, em geral, aumenta progressividade tributária? Assinale CORRETAMENTE.
Elevar impostos sobre consumo de bens essenciais.
Substituir imposto de renda por imposto uniforme sobre consumo.
Ampliar tributação direta sobre renda e patrimônio com alíquotas marginais crescentes.
Reduzir impostos sobre patrimônio e herança.
No Brasil, existem algumas propostas para que haja mais justiça fiscal e progressividade em relação aos impostos, com o objetivo de tentar equilibrar o ônus tributário. A injustiça tributária brasileira assenta, principalmente, na excessiva participação tributária sobre:
bens e serviços
dividendos
heranças
finanças
O papel dos chamados países emergentes (BRICs = Brasil + Rússia + Índia + China) na economia mundial tem aumentado nos últimos 15 anos.
Nesse período, as economias dos BRICs apresentaram características marcantes comuns, dentre as quais um(a)aumento do coeficiente de Gini, medidor da concentração na distribuição de renda.
taxa média de crescimento da renda real per capita de, no mínimo, 6% ao ano.
taxa de poupança como percentual da renda de, no mínimo, 30%.
presença marcante dos bancos públicos na concessão e direcionamento de crédito.
absorção de poupança externa com contínuos deficit em conta-corrente.
Acerca de blocos econômicos, acordos internacionais e retaliações, assinale a opção correta.
O Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) é uma área de livre comércio, pois os países envolvidos têm tratamento diferenciado, em relação às tarifas de importação, somente entre eles.
Nas áreas de livre comércio, os países integrantes de cada bloco econômico estabelecem, entre eles, tarifas de importação com alíquotas zero e, em relação a terceiros, tarifas comuns.
Em uma união aduaneira, os países envolvidos, além de terem alíquotas diferenciadas entre eles, estabelecem alíquotas comuns frente a terceiros.
Nos acordos preferenciais de comércio, os países envolvidos estabelecem tarifas comuns aos produtos oriundos de terceiros.
O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) é considerado um mercado comum por possuir tarifa externa comum e livre circulação dos fatores de produção.
A cláusula da moeda escassa que autorizava a adoção de restrições à importação dos países com grandes excedentes em transações correntes foi invocada inúmeras vezes pelos países-membros do Fundo Monetário Internacional.
A política de desvalorização do dólar do governo Nixon, no início dos anos 70 do século passado, para fazer face às despesas crescentes com a guerra do Vietnã ficou conhecida como política de negligência benigna.
Desde a ruptura do Acordo de Bretton Woods, o mundo tem um "não-sistema" monetário internacional, no qual as taxas de câmbio e os preços dos principais ativos financeiros flutuam livremente em mercados cada vez mais profundos e integrados internacionalmente.
Desde a primeira tentativa de integração regional das Américas no final do século XIX, as disparidades e desigualdades entre as nações do continente se acentuaram significativamente.
A posição do dólar como moeda-chave do sistema criava um dilema e acentuava as contradições da ordem monetária internacional, ao mesmo tempo em que gerava privilégios para os EUA.
Uma das principais diferenças entre os planos White e Keynes na conferência de Bretton Woods refere-se à idéia, defendida pelo primeiro, da criação de uma moeda supranacional.
Ao contrário do padrão internacional do ouro clássico, sob hegemonia britânica, Bretton Woods representou um compromisso, ainda que ambíguo, entre os princípios do multilateralismo e o intervencionismo doméstico.
Na década passada, se formou relativo consenso entre as diferentes correntes da economia política internacional de que a globalização financeira reforçou a posição hegemônica dos EUA no topo da hierarquia internacional de poder.
Infere-se do texto que, ao menos, dois acontecimentos foram favoráveis às relações comerciais do Brasil: a gestão do Ministro Celso Lafer e a mudança no sistema de arbitragem.