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O denominado "modelo clássico" tem sido apresentado em livros textos de macroeconomia como uma descrição possível do pensamento macroeconômico anterior a Keynes. Numa de suas versões, o modelo é descrito pelo seguinte conjunto de equações:
uma elevação na demanda por mão-de-obra reduz o salário real
uma política monetária expansionista teria como efeito uma elevação no produto de pleno emprego
o produto agregado real independe da quantidade de mão-de-obra empregada
o nível do produto real de pleno emprego independe da oferta de moeda na economia
um aumento no estoque de capital na economia reduz o salário real e o nível de pleno emprego
Os trabalhadores possuem o mesmo salário de reserva (reservation wages), que pode ser representado pela curva de oferta de mão-de-obra.
Considere o seguinte modelo:

supondo o mercado de trabalho em equilíbrio, uma redução nas taxas de juros via redução dos impostos eleva o emprego e, conseqüentemente, o produto.
supondo o mercado de trabalho em equilíbrio e a velocidade de circulação da moeda constante, uma política monetária expansionista só altera o nível geral de preços.
o desemprego pode ser explicado por imperfeições no mercado de trabalho decorrentes, por exemplo, de rigidez nos salários nominais.
tudo mais constante, uma elevação dos gastos públicos eleva as taxas de juros.
a equação quantitativa da moeda pode ser entendida como a demanda agregada.
No modelo clássico, a propensão marginal a consumir é definida pela razão entre a variação no consumo e a renda total.
Considerando o modelo neoclássico sobre o mercado de trabalho, podemos afirmar que
a hipótese que faz com que a curva de demanda seja negativamente inclinada é a de rendimentos constantes de escalas
a curva de demanda por trabalho é idêntica à curva que relaciona um determinado nível de emprego à sua produtividade média
a demanda por trabalho relaciona salário nominal e nível de emprego, ao passo que, na construção da oferta, o salário relevante é o real
o fato de a curva de demanda por trabalho ser negativamente inclinada depende da hipótese de rendimentos marginais decrescentes
se os rendimentos de escala são decrescentes, a curva de demanda é necessariamente horizontal
Considerando a curva de oferta neoclássica de trabalho derivada da escolha individual entre renda e lazer, podemos afirmar que
quando a taxa de salário aumenta, o efeito substituição induz a uma quantidade menor de trabalho
a curva de oferta de trabalho é sempre positivamente inclinada, mudando apenas a declividade de acordo com o efeito substituição
a curva de oferta de trabalho é derivada do efeito substituição entre renda e lazer, ao passo que o efeito renda provoca apenas deslocamentos desta curva
o caso em que o aumento da taxa de salário leva a uma diminuição da oferta de trabalho não pode ser representado pela curva de oferta de trabalho
a curva de oferta de trabalho pode ser negativamente inclinada, caso o efeito renda supere o efeito substituição