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Na análise das interações econômicas agregadas, muitas vezes o que é válido para um indivíduo isolado não se aplica necessariamente ao conjunto da economia, gerando paradoxos aparentes. Ao observar o fenômeno onde a tentativa simultânea de todos os indivíduos de poupar mais durante uma recessão acaba reduzindo a renda agregada e, consequentemente, a poupança total, assinale a alternativa CORRETA.
O custo de oportunidade representa o valor da melhor alternativa sacrificada ao se realizar uma escolha econômica, independentemente do comportamento agregado dos agentes.
A lei dos rendimentos decrescentes estabelece que o aumento de um fator de produção variável, mantendo-se os demais fixos, gera acréscimos cada vez menores na produção total.
A falácia da composição é o erro de raciocínio que consiste em assumir que o que é verdadeiro para uma das partes é também verdadeiro para o todo, explicando o Paradoxo da Parcimônia.
A falácia post hoc ergo propter hoc ocorre quando se assume que, pelo fato de um evento ter ocorrido antes de outro, o primeiro é necessariamente a causa do segundo.
Tendo em conta as funções consumo e investimento, é INCORRETO afirmar que.
Diferente do modelo keynesiano, no qual bastava que a política econômica atingisse a renda disponível dos indivíduos para que o consumo sofresse alterações, no modelo de Friedman isso só ocorre quando a política atinge a renda permanente.
O modelo do ciclo de vida, em termos intuitivos, consiste em que as pessoas escolherão consumir ou poupar com base na sua expectativa de renda ao longo da vida.
A proporção do q de Tobin reflete a lucratividade atual e a futura para o capital. Quanto maior o valor de q, maior o valor de mercado do capital instalado, em comparação com o seu custo de reposição, e maior o incentivo ao investimento.
Para o modelo neoclássico, as empresas investem caso o preço do aluguel seja menor do que o custo do capital, e desinvestem, se o preço do aluguel é maior do que o custo do capital.
Alguns motivos para as empresas manterem estoques são a estabilização do nível de produção a prevenção contra a falta de produtos no estoque.
Até o século XIX, os economistas buscavam explicar a economia mundial, fazer prognósticos sobre o futuro da economia e estabelecer princípios de economia política que direcionassem quais políticas poderiam levar ao bem-estar social ou ao empobrecimento. A partir do século XX, em que pese alguns economistas continuarem a acreditar que a economia poderia cumprir referida função política, surge outra vertente teórica, que deu origem à teoria tradicional do bem-estar (HICKS, 1939).
As correntes teóricas prevalecentes no século XX herdaram uma ciência econômica dominada, desde 1870, pela Teoria do Equilíbrio Geral (NAPOLEONI, 1979). O principal representante dessa teoria, o economista e matemático Léon Walras, defendia um maior rigor matemático para assuntos de ordem econômica, que envolveriam a interação entre os agentes em diversos mercados e a tendência ao equilíbrio. A teoria do equilíbrio walrasiana, uma das mais importantes teorias relacionadas à distribuição de recursos em uma economia, culminou no critério de eficiência de Pareto (AGAFANOW, 2007).
De acordo com Walras (1983, p. 78), o equilíbrio perfeito ou geral do mercado está fundamentalmente ligado ao que se denomina valor de troca, uma vez que esse valor determina as relações de preços entre os bens trocados no mercado, e o alcance do equilíbrio representa a eficiência econômica proporcionada pela atuação dos agentes no mercado.
Segundo Napoleoni (1979), as teorias econômicas constituídas após 1900 focaram em dois caminhos distintos, um na continuidade e aprofundamento da teoria do equilíbrio e outro na constituição teórica embasada nas críticas a ela – dentre as quais estão “a economia do bem-estar” e “a nova economia do bem-estar”; a primeira representada por Arthur Cecil Pigou e a segunda constituída sobre as bases da otimalidade de Vilfredo Pareto, um dos principais seguidores de Walras.
(Revista de Desenvolvimento Econômico. Ano XIX, v. 2, n. 38/2017. Adaptado.)
Considerando as informações contidas no excerto anterior e, ainda, sobre equilíbrio geral e bem-estar, assinale a afirmativa INCORRETA.
A solução para o problema de maximização do bem-estar total de uma comunidade está sujeita a determinada função de transformação dos bens e da sua relação com a utilidade dos indivíduos e o total de bens disponíveis.
O alcance do máximo bem-estar social depende de um conjunto de possibilidades de utilidades em uma economia, que pode ser definido como um conjunto formado por vetores que representam os níveis de utilidades dos indivíduos.
Os aspectos relevantes para a formulação de políticas constituem um “conjunto de possibilidades de utilidades” (utility possibility sets); é esse conjunto que oferece, aos formuladores de políticas, as opções de ação para solucionar o problema-chave da economia do bem-estar, que é maximizar o bem-estar social.
O bem-estar não deve ser avaliado em termos de aceitabilidade social de estados econômicos alternativos ou de desejabilidade social de distribuições alternativas de recursos, pois estado econômico não deve ser entendido como um arranjo particular das atividades econômicas e dos recursos da economia e nem pode ser caracterizado pela forma como os recursos são alocados e como são distribuídas as recompensas pela atividade econômica.
Sobre o "paradoxo da parcimônia", marque a alternativa CORRETA:
Ser parcimonioso gera mais crescimento econômico.
Foi teorizado por Stuart Mill.
Se a economia é fechada e sem governo, para uma dada propensão marginal a consumir, 1 - c retrata o crescimento econômico.
Em nada se relaciona com crescimento econômico, consumo e poupança.
Se relaciona com a diminuição do crescimento econômico devido a uma diminuição da propensão marginal a consumir e aumento da propensão marginal a poupar.
Considere a afirmação de que maior propensão da sociedade a poupar poderá quebrar o ritmo da procura agregada, desmotivando novos investimentos em expansão da produção, podendo o crescimento da prosperidade e da economia serem impactados para baixo. Essa afirmação está relacionada a:
Princípio da Ampliação da Demanda Derivada
Princípio da Procura Efetiva
Paradoxo da Estabilidade
Paradoxo da Frugalidade
Armadilha da Liquidez
Tudo o mais constante, um aumento da propensão marginal a poupar provoca uma queda no nível de renda de equilíbrio na economia no curto prazo. Esse fato é denominado
Lei de Okun.
Paradoxo de Modigliani.
Lei de Say.
Efeito deslocamento.
Paradoxo da Parcimônia.
Com relação ao nível de renda e investimento, no chamado paradoxo da parcimônia, ocorre um deslocamento para baixo da escala de poupança e para cima da escala de consumo.
O paradoxo da parcimônia, de Keynes, diz que como a poupança agregada determina o investimento agregado, uma elevação na taxa de juros que aumente a propensão a poupar dos agentes gera um acréscimo na poupança agregada, ainda que paradoxalmente o aumento na taxa de juros afete negativamente o investimento.
Se os agentes econômicos poupassem mais, o investimento aumentaria e isso elevaria as taxas de crescimento da economia.