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Ao preparar um pacote de políticas para o ciclo do PPA, uma prefeitura realizou um diagnóstico sintético de quatro frentes: (i) mobilidade: congestionamento concentrado em horários de pico e em eixos específicos, com custo social associado a tempo e emissões; (ii) habitação: déficit concentrado em famílias de baixa renda, com restrição de oferta em áreas com infraestrutura; (iii) saúde preventiva: baixa adesão a ações de prevenção com barreiras de acesso (horário, deslocamento e fila); (iv) microempreendedor local: baixa formalização e produtividade, com custo de conformidade e dificuldade de acesso a mercados e crédito. Considerando a coerência entre instrumento, mecanismo de incentivo e capacidade de implementação municipal, assinale a alternativa INCORRETA.
Para mobilidade, a prefeitura combina gestão de demanda (regras e fiscalização no pico) com sinalização por preço em uso do espaço viário quando aplicável e reforço de oferta de transporte coletivo, buscando reduzir externalidades de congestionamento com metas verificáveis.
Para habitação, a prefeitura adota focalização explícita (critérios e cadastro) e instrumentos que ampliem oferta em áreas servidas (regras urbanísticas e indução do uso do solo), articulando subsídio ao público-alvo com condicionantes de execução.
Para saúde preventiva, a prefeitura integra instrumentos informacionais (convocação e lembretes) a ajustes operacionais (horários, equipes e fluxo), tratando adesão como resultado de informação e de custos de acesso ao serviço.
Para microempreendedor local, a prefeitura prioriza renúncia ampla de tributos municipais para o conjunto do setor de serviços, tratando a redução generalizada de carga como mecanismo central para elevar formalização e produtividade, independentemente de desenho de público-alvo.
Para as quatro frentes, a prefeitura explicita a cadeia meio–fim (insumo–produto–resultado), define indicadores e combina instrumentos quando necessário, evitando que a escolha dependa apenas de uma única alavanca (gasto, regulação, tributo ou informação).
No modelo de três equações (IS-LM-BP) em economia aberta, com mobilidade imperfeita de capitais, a eficácia da política monetária varia conforme o regime cambial. Considerando essa informação, assinale a alternativa que expressa CORRETAMENTE essa interação.
O canal cambial amplifica os efeitos da política monetária com câmbio flutuante.
Sob câmbio fixo, a política monetária é amplamente eficaz, mesmo com fuga de capitais.
A eficácia da política monetária é nula sob mobilidade perfeita e câmbio fixo.
Sob câmbio flexível, a política monetária torna-se inoperante diante do equilíbrio externo.
O modelo de Mundell-Fleming (IS-LM-BP) é amplamente utilizado para analisar os impactos decorrentes da adoção de políticas econômicas em países com diferentes regimes de câmbio e graus de abertura ao movimento de capitais. O Brasil, atualmente, adota um regime de câmbio flutuante e possui um grau bastante elevado de abertura (ainda que imperfeita) ao movimento de capitais.
Nesse caso, suponha que, partindo de uma situação de equilíbrio inicial em que haja desemprego involuntário, o Banco Central do Brasil implemente uma política monetária expansionista visando a fomentar o nível de emprego.
De acordo, exclusivamente, com o modelo de Mundell- -Fleming, os resultados previstos no longo prazo, comparados à situação inicial, seriam os seguintes:
Considere uma economia em que a taxa de câmbio é flexível, há mobilidade de capitais e não há capacidade ociosa. Se o Banco Central promover a redução da taxa de reservas compulsórias dos bancos comerciais, é de se esperar que a curto prazo ocorra
diminuição dos investimentos privados.
inflação de demanda.
redução das exportações brasileiras.
redução do nível de emprego.
diminuição do déficit público federal.