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A expansão dos mercados de capitais situados nos países emergentes e a diversificação geográfica do portfolio dos investidores institucionais ilustram o aumento da competição internacional nos mercados financeiros, que caracteriza o processo de globalização financeira.
O processo de abertura comercial intensificou-se durante o governo Fernando Henrique Cardoso. A falta de competitividade da indústria nacional tornou-se evidente durante esse período, causando retração do emprego em diversos setores e o fechamento de um grande número de empresas. Por outro lado, este processo apresentou com destaque o seguinte efeito:
reingresso do fluxo de recursos externos
estabilização do nível de preços
indexação completa da economia
criação de uma nova moeda
reforma monetária
Os países em desenvolvimento que mais cresceram nas últimas duas décadas se integram na economia mundial pela via financeira, com abertura da conta capital.
Os benefícios da desvalorização do real em 1999 foram rapidamente eliminados em vista da aceleração inflacionária e da profunda recessão decorrente dessa mudança cambial.
A privatização e a abertura econômica marcam importantes mudanças implementadas na economia brasileira, especialmente nos anos 90. Caracteriza essas reformas apenas a afirmativa:
os impactos da abertura comercial e da privatização foram pequenos, pois a privatização não propiciou a diminuição da dívida pública brasileira e a abertura comercial se restringiu a negociações de liberalização comercial com os países do Mercosul.
entre as razões que justificaram as privatizações, está a diminuição da capacidade estatal em fazer os investimentos necessários à ampliação das empresas estatais e dos serviços por elas fornecidos.
a abertura econômica foi caracterizada por ser uma abertura parcial, já que se restringiu aos aspectos comerciais, não afetando, por exemplo, as transações relativas ao Balanço de capitais.
após a abertura comercial, foram gerados déficits comerciais que só foram revertidos depois do Plano Real.
a privatização brasileira foi uma das maiores privatizações do período, tendo alcançado todas as empresas produtivas dos setores Siderúrgico, de Petróleo e Gás, Petroquímico e Financeiro do governo federal.
Seguindo as orientações das agências multilaterais, como FMI e Banco Mundial, e dos economistas ortodoxos, expressas no Consenso de Washington, todos os principais países em desenvolvimento realizaram amplas reformas econômicas, promoveram a liberalização comercial e financeira de suas economias e reduziram o peso do Estado.
Embora tenha sido importante a mudança no regime cambial implementada no início de 1999, a ausência de uma maior deterioração patrimonial dos agentes econômicos decorreu
Na década passada, a liberalização comercial provocou não somente uma redução generalizada das tarifas, mas também uma drástica redução dos regimes especiais de importação e a eliminação dos controles quantitativos às importações.
A adesão ao Mercado Comum do Sul implica para os países membros,
harmonização das políticas macroeconômicas.
tarifa externa comum, respeitada a lista de exceções.
manutenção sine die das tarifas no comércio intrazona.
livre circulação de bens e serviços, mas não de fatores de produção.
taxas de câmbio convergentes.
A abertura comercial e financeira aprofundada nos anos noventa no Brasil trouxe, entre outras conseqüências:
substituição de importações em vários insumos industriais;
redução do passivo externo acumulado;
incremento da dependência de recursos externos para fazer frente às necessidades de financiamento;
aumento da pauta de exportações de produtos que incorporam componentes de alta tecnologia;
diminuição da desverticalização da estrutura industrial.
O ajuste da economia brasileira à crise cambial de 1999 envolveu não só medidas emergenciais, mas também (e principalmente) uma mudança de modelo de política macroeconômica. Sobre esse novo modelo e a evolução da política econômica no Brasil pós-1999, é correto afirmar:
Houve nítida mudança no papel da taxa de câmbio em relação ao modelo vigente durante o Plano Real: a taxa de câmbio perdeu a função de âncora dos preços e assumiu o papel de variável de ajuste do balanço de pagamentos.
Houve nítida mudança no papel da taxa de juros em relação ao modelo vigente durante o Plano Real: a taxa de juros deixou de atuar como instrumento de política antinflacionária e tornou-se um instrumento de controle da taxa de câmbio e, indiretamente, do balanço de pagamentos.
O modelo de metas inflacionárias fixou metas de inflação gradualmente decrescentes para o IPCA a partir de 1999, tendo o índice se mantido dentro dos intervalos previstos até o fim do segundo governo Fernando Henrique Cardoso.
A taxa de câmbio foi substituída pelo modelo de metas inflacionárias como âncora dos preços e a política fiscal passou a ser orientada por metas de déficit nominal (meta de déficit zero), visando ao controle da relação Dívida Pública/PIB.
A política fiscal passou a ser orientada por um modelo de metas de superávit primário para o governo central (Governo Federal, Previdência Social e Banco Central), visando ao controle da relação Dívida Pública/PIB e, através desta, do risco-país.
A partir de 1990, houve um aumento acentuado do grau de abertura da economia brasileira por meio da eliminação das barreiras não-tarifárias e da redução das tarifas de importação.
O aumento substancial das tarifas de importação a partir de 1990 contribuiu para reduzir a integração da economia brasileira nos mercados internacionais.
Em meio a inegáveis resultados positivos, o MERCOSUL ainda não conseguiu superar alguns obstáculos e, sob determinada ótica, resultou em pontos flagrantemente negativos. Entre esses, destaca-se o fato de que a notável ampliação do volume de trocas entre Brasil e Argentina acabou por hiperatrofiar o comércio entre o Brasil e os demais parceiros (Uruguai e Paraguai), além de, paradoxalmente, a integração regional ter reduzido o poder de barganha de seus membros — como bloco ou isoladamente — no competitivo mercado mundial.
No Brasil, ao longo da década passada, houve aumento significativo na produtividade do trabalhador da indústria de transformação, o que trouxe pressão sobre o nível de emprego nesse setor.
A abertura comercial esboçada em 1987 e realizada efetivamente entre 1990 e 1994 teve conseqüências extraordinariamente benéficas para a economia brasileira, principalmente na medida em que obrigou a indústria brasileira a aumentar de forma dramática sua produtividade. Segundo Bresser Pereira, esta, que na segunda metade dos anos 80 permaneceu estagnada, aumentou em 50% na primeira metade dos anos 90, em função, principalmente, do desafio representado pela abertura.
Antecipando-se à abertura, entretanto, um outro fenômeno fundamental ocorria no comércio internacional do Brasil: a integração econômica, a partir de 1986, com a Argentina, que, em 1991, com o Tratado de Assunção, transformou-se no Mercosul. São ganhos do Mercosul, todas as assertivas abaixo, exceto:Mudança positiva na eficiência econômica dos agentes, em virtude de maior concorrência intra-setorial.
Maior eficiência na produção pela especialização crescente dos agentes econômicos.
Maior aproveitamento das economias de escala permitidas pela ampliação do mercado.
Coordenação de políticas monetárias e fiscais com a redução de pressão sobre as moedas nacionais.
Mobilidade dos fatores através das fronteiras entre os países-membros permitindo uma alocação ótima de recursos.