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O modelo de escolha intertemporal explica o consumo como uma função do rendimento atual.
Certo
Errado
Um dos desafios da análise de custo-benefício (ACB) é a escolha da taxa de desconto intertemporal.
Dessa forma, é correto afirmar que:
se a taxa de desconto for zero, todos os benefícios ambientais futuros terão o mesmo peso que os benefícios imediatos na análise de custo-benefício;
uma taxa de desconto mais alta valoriza os benefícios futuros de projetos ambientais, incentivando maior investimento em preservação;
uma taxa de desconto menor reduz o valor presente líquido (VPL) de projetos ambientais, tornando-os menos atraentes para o setor público;
a taxa de desconto intertemporal não afeta a viabilidade de políticas ambientais, pois os impactos ambientais são independentes da avaliação econômica;
a escolha da taxa de desconto intertemporal não influencia a forma como as externalidades ambientais são internalizadas pelos agentes econômicos.
Considere as hipóteses usadas para derivar formalmente a regra de Keynes-Ramsey em um modelo de dois períodos. A condição de otimalidade nesse modelo significa que:
o investimento no montante da redução do consumo no primeiro período aumenta o estoque de capital, mas não permite um consumo maior no segundo período.
um decréscimo do consumo no primeiro período não acarreta uma perda de utilidade no mesmo período.
um decréscimo do consumo no primeiro período acarreta uma perda de utilidade no período seguinte.
para maximizar o consumo, os agentes não devem consumir todo o capital herdado no período final.
sobre uma trajetória temporal ótima de consumo, a taxa de decrescimento da utilidade marginal do consumo deve ser igual à produtividade marginal do capital.
Aumentos das taxas de juros reais não elevam, necessariamente, a poupança, no período corrente, em virtude de os efeitos renda e substituição terem impactos opostos sobre esse agregado econômico.
Num modelo de escolha intertemporal, alterações na taxa de juros real resultam em dois efeitos: efeito renda e efeito-substituição. Suponha que o modelo seja de dois períodos, e que o consumidor seja poupador no primeiro período. Então, uma elevação na taxa de juros:
necessariamente piora a situação do consumidor.
resulta num efeito renda que tende a aumentar o consumo nos dois períodos.
resulta num efeito renda que tende a diminuir o consumo nos dois períodos.
resulta num efeito substituição que faz com que o consumo no segundo período seja reduzido.
não altera a escolha intertemporal do consumidor.
A probabilidade de ocorrência de um ciclo de Condorcet é inversamente proporcional ao número de alternativas sendo votadas.
Considere a restrição orçamentária de um consumidor num modelo de dois períodos:
C1 + C2/(1 + r) = Y1 + Y2/(1 + r),
onde
C1 = consumo no período 1;
C2 = consumo no período 2;
Y1 = renda no período 1;
Y2 = renda no período 2;
r = taxa de juros.
Considerando que as preferências do consumidor quanto à alocação do consumo ao longo do tempo sejam representadas por curvas de indiferenças convexas em relação à origem, é correto afirmar que:
um aumento na renda no primeiro período não altera o consumo no segundo período, independentemente da estrutura de preferências do consumidor.
no equilíbrio, o consumo será tal que a taxa marginal de substituição intertemporal seja igual a "r".
se o consumidor é poupador no primeiro período, um aumento na taxa de juros aumenta o consumo no período 2.
independentemente de o consumidor ser poupador ou devedor no primeiro período, uma elevação nas taxas de juros reduz o consumo nos dois períodos.
a ausência de um sistema de poupança e empréstimo não altera o bem-estar do consumidor, desde que ele respeite a sua restrição orçamentária intertemporal.
Considerando o modelo de escolha intertemporal de consumo da questão anterior e a existência de estruturas de preferências, representadas por curvas de indiferenças tradicionais, uma elevação nas taxas de juros apresenta dois efeitos: renda e substituição. Supondo que a família é poupadora no presente e que o consumo seja de bens normais, podemos afirmar que:
os efeitos necessariamente se anulam, já que a família é poupadora
pelo fato da família ser poupadora, somente o efeito renda é relevante
tanto o efeito renda quanto o efeito substituição tendem a elevar o consumo nos dois períodos
tanto o efeito renda quanto o efeito substituição reduzem o consumo no primeiro período e aumentam o consumo no segundo período
o efeito renda tende a atuar no sentido de aumentar o consumo nos dois períodos ao passo que o efeito substituição tende a reduzir o consumo no primeiro período e aumentá-lo no segundo período