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Questões de Concurso sobre Teoria da Escolha Intertemporal

 
 
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Um dos desafios da análise de custo-benefício (ACB) é a escolha da taxa de desconto intertemporal.

Dessa forma, é correto afirmar que:


A

se a taxa de desconto for zero, todos os benefícios ambientais futuros terão o mesmo peso que os benefícios imediatos na análise de custo-benefício;


B

uma taxa de desconto mais alta valoriza os benefícios futuros de projetos ambientais, incentivando maior investimento em preservação;


C

uma taxa de desconto menor reduz o valor presente líquido (VPL) de projetos ambientais, tornando-os menos atraentes para o setor público;


D

a taxa de desconto intertemporal não afeta a viabilidade de políticas ambientais, pois os impactos ambientais são independentes da avaliação econômica;


E

a escolha da taxa de desconto intertemporal não influencia a forma como as externalidades ambientais são internalizadas pelos agentes econômicos.

Considere as hipóteses usadas para derivar formalmente a regra de Keynes-Ramsey em um modelo de dois períodos. A condição de otimalidade nesse modelo significa que:


A

o investimento no montante da redução do consumo no primeiro período aumenta o estoque de capital, mas não permite um consumo maior no segundo período.


B

um decréscimo do consumo no primeiro período não acarreta uma perda de utilidade no mesmo período.


C

um decréscimo do consumo no primeiro período acarreta uma perda de utilidade no período seguinte.


D

para maximizar o consumo, os agentes não devem consumir todo o capital herdado no período final.


E

sobre uma trajetória temporal ótima de consumo, a taxa de decrescimento da utilidade marginal do consumo deve ser igual à produtividade marginal do capital.

Aumentos das taxas de juros reais não elevam, necessariamente, a poupança, no período corrente, em virtude de os efeitos renda e substituição terem impactos opostos sobre esse agregado econômico.


C
Certo

E
Errado

Num modelo de escolha intertemporal, alterações na taxa de juros real resultam em dois efeitos: efeito renda e efeito-substituição. Suponha que o modelo seja de dois períodos, e que o consumidor seja poupador no primeiro período. Então, uma elevação na taxa de juros:


A

necessariamente piora a situação do consumidor.


B

resulta num efeito renda que tende a aumentar o consumo nos dois períodos.


C

resulta num efeito renda que tende a diminuir o consumo nos dois períodos.


D

resulta num efeito substituição que faz com que o consumo no segundo período seja reduzido.


E

não altera a escolha intertemporal do consumidor.

Considere a restrição orçamentária de um consumidor num modelo de dois períodos:

C1 + C2/(1 + r) = Y1 + Y2/(1 + r),

onde

C1 = consumo no período 1;
C2 = consumo no período 2; 
Y1 = renda no período 1; 
Y2 = renda no período 2; 
r = taxa de juros.

Considerando que as preferências do consumidor quanto à alocação do consumo ao longo do tempo sejam representadas por curvas de indiferenças convexas em relação à origem, é correto afirmar que:


A

um aumento na renda no primeiro período não altera o consumo no segundo período, independentemente da estrutura de preferências do consumidor.


B

no equilíbrio, o consumo será tal que a taxa marginal de substituição intertemporal seja igual a "r".


C

se o consumidor é poupador no primeiro período, um aumento na taxa de juros aumenta o consumo no período 2.


D

independentemente de o consumidor ser poupador ou devedor no primeiro período, uma elevação nas taxas de juros reduz o consumo nos dois períodos.


E

a ausência de um sistema de poupança e empréstimo não altera o bem-estar do consumidor, desde que ele respeite a sua restrição orçamentária intertemporal.

Considerando o modelo de escolha intertemporal de consumo da questão anterior e a existência de estruturas de preferências, representadas por curvas de indiferenças tradicionais, uma elevação nas taxas de juros apresenta dois efeitos: renda e substituição. Supondo que a família é poupadora no presente e que o consumo seja de bens normais, podemos afirmar que:


A

os efeitos necessariamente se anulam, já que a família é poupadora


B

pelo fato da família ser poupadora, somente o efeito renda é relevante


C

tanto o efeito renda quanto o efeito substituição tendem a elevar o consumo nos dois períodos


D

tanto o efeito renda quanto o efeito substituição reduzem o consumo no primeiro período e aumentam o consumo no segundo período


E

o efeito renda tende a atuar no sentido de aumentar o consumo nos dois períodos ao passo que o efeito substituição tende a reduzir o consumo no primeiro período e aumentá-lo no segundo período

 
 
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