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Durante a preparação para uma ultramaratona, um grupo de atletas decidiu adotar uma dieta cetogênica, caracterizada pela baixa ingestão de carboidratos (<10% do valor calórico total) e elevado consumo de lipídios, com o objetivo de otimizar o uso de gordura como substrato energético e reduzir a massa corporal. No entanto, após algumas semanas, observou-se queda significativa no desempenho durante sessões de longa duração e intensidades moderadas a altas. Do ponto de vista bioquímico e fisiológico, a redução no rendimento físico observada nesses atletas está principalmente relacionada a:
Aumento da oxidação de proteínas e consequente acidose metabólica.
Redução das reservas de glicogênio muscular e hepático, limitando a taxa de ressíntese de ATP.
Estímulo excessivo da gliconeogênese hepática e elevação da concentração de lactato plasmático.
Diminuição da mobilização de ácidos graxos durante o exercício prolongado.
Aumento da taxa metabólica basal e do gasto energético total em repouso.