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Um professor de judô em escola estadual observa que seus estudantes frequentemente competem entre si de forma hierarquizada, valorizando exclusivamente o vencedor e desestimulando os que não ganham. Reconhecendo essa dinâmica como contrária aos princípios fundamentais da modalidade, ele busca ressignificar a competição escolar para que incorpore os conceitos de bem comum e desenvolvimento mútuo. A fundamentação filosófica do judô que justifica pedagogicamente a reorientação do professor é:
O conceito de seiryoku-zenyo permite que cada estudante use sua energia particular otimizando recursos pessoais, independentemente de resultados comparativos com pares.
O conceito de jita-kyoei estabelece que progresso individual e coletivo ocorrem através de ajuda e concessão mútuas, em que a competição escolar deve valorizar a contribuição de todos ao desenvolvimento conjunto, não apenas o resultado de vitória ou derrota.
O conceito de dojô estabelece que espaços de treinamento devem segregar estudantes conforme suas capacidades para garantir aprendizagem adequada de cada nível.
O conceito de shintai orienta que deslocamentos corporais em competição devem ser igualitários, impedindo vantagens técnicas de alguns sobre outros participantes.
O conceito de rei-ho determina que competições escolares devem seguir formalidades rituais específicas que automaticamente eliminam hierarquizações entre vencedores e perdedores.