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A Pedagogia Histórico-Crítica estabelece que a função social da escola reside na socialização do conhecimento universal e sistematizado, em suas formas mais desenvolvidas, como a ciência, a arte e a filosofia. No âmbito da Educação Física, a Metodologia Crítico-Superadora alinha-se a essa perspectiva ao tratar a Cultura Corporal como um acervo de conhecimentos — esportes, jogos, danças, ginásticas e lutas — produzidos historicamente pela humanidade. Nesse contexto, o ensino não se limita à execução técnica ou ao movimento pelo movimento, mas busca a apropriação de instrumentos que permitam ao aluno superar o pensamento sincrético e atingir o pensamento teórico. Considerando a relação de nexo entre a Pedagogia Histórico-Crítica e a Metodologia Crítico-Superadora da Educação Física, a valorização do conhecimento clássico da Cultura Corporal no currículo escolar tem como objetivo fundamental:
Incentivar a prática espontaneísta de jogos e brincadeiras para garantir o prazer imediato do aluno e sua adaptação social.
Priorizar o desenvolvimento do rendimento físico e das capacidades motoras visando à seleção eugênica e à eficiência produtiva.
Promover a elevação da capacidade teórica e o desenvolvimento das funções psicológicas superiores dos estudantes para a compreensão do real concreto.
Substituir o conteúdo científico pela vivência lúdica desprovida de sistematização, visando combater o verbalismo e o autoritarismo pedagógico.
Restringir o ensino das práticas corporais aos sentidos agonísticos e competitivos que são hegemônicos no modo de produção atual.