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Durante os anos mais autoritários do regime militar brasileiro, o Balé Stagium desenvolveu estratégias para levar a dança a diferentes públicos e, ao mesmo tempo, driblar a censura. A companhia é considerada ‘a primeira companhia de dança a percorrer todo o Brasil" e "suas apresentações poderiam ocorrer em praças públicas, teatros, igrejas, favelas, escolas ou clubes". Considerando essas informações, assinale a alternativa CORRETA.
O Stagium evitava qualquer tema político em suas coreografias para não se confrontar com a censura, limitando-se a apresentar danças folclóricas regionais.
O Stagium só se apresentava em teatros oficiais e mediante aprovação prévia de todos os movimentos coreográficos pela Polícia Federal, o que inviabilizava qualquer crítica ao regime.
A companhia utilizava uma linguagem acessível e percorria locais variados do Brasil (como praças, favelas e vilas ribeirinhas), ao mesmo tempo que discutia temas como censura, opressão e direitos humanos, chegando a criar coreografias que enganavam a censura, como "Quebradas de Mundaréu" (baseada em Plínio Marcos).
A estratégia da companhia era apresentar espetáculos exclusivamente para a elite paulista, ignorando completamente as populações do Norte e Nordeste do país.
O Balé Stagium evitava qualquer referência à cultura brasileira, utilizando apenas músicas e temas estrangeiros para não despertar suspeitas dos censores.