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A perspectiva crítico-superadora (Soares et al., 1992)...

A perspectiva crítico-superadora (Soares et al., 1992), compreende que o ensino da cultura corporal se articula a um projeto político-pedagógico comprometido com a leitura crítica da realidade social, reconhecendo que a Educação Física escolar não é neutra e que seus conteúdos expressam interesses, valores e projetos de sociedade.


Considere o trecho da canção “Capitão de Indústria”, de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle:


“Eu acordo pra trabalhar

Eu durmo pra trabalhar

Eu corro pra trabalhar

Eu não tenho tempo de ter

Tempo livre de ser

De nada ter que fazer

Eu não vejo além da fumaça que passa

E polui o ar”


À luz dessa perspectiva crítico-superadora e considerando a crítica social presente na canção, assinale a alternativa que expressa, de forma conceitualmente adequada, como as práticas da cultura corporal podem ser tratadas pedagogicamente na escola para problematizar as relações entre trabalho, tempo livre e alienação, articulando-as a um projeto de formação humana crítica.


A

As práticas corporais devem priorizar a promoção da saúde e do lazer ativo, estimulando escolhas individuais mais equilibradas em relação ao corpo e ao tempo livre, sem necessariamente problematizar as determinações sociais que condicionam essas escolhas.


B

A Educação Física deve concentrar-se no desenvolvimento de habilidades motoras e na eficiência corporal, contribuindo para a formação de sujeitos disciplinados, produtivos e aptos a atender às exigências do mundo do trabalho.


C

A função da Educação Física é promover integração social e diálogo cultural, tratando a cultura corporal como patrimônio universal da humanidade, evitando aprofundar-se nas contradições históricas e nos conflitos sociais que a constituem.


D

As práticas da cultura corporal podem ser tematizadas como expressões da prática social, permitindo problematizar as relações entre trabalho, tempo livre, saúde e alienação, articulando o conteúdo corporal a um projeto de formação humana crítico.


E

O esporte e o jogo devem ser valorizados por seu potencial formativo moral e disciplinar, enfatizando valores como esforço, superação e respeito às regras, sem estabelecer relação direta com as estruturas sociais mais amplas.