Uma criança recebeu a vacina BCG-ID na Unidade Básica
de Saúde (UBS) no 5o dia de vida. Quarenta dias após
a vacinação, a mãe retorna com a criança à UBS porque
percebeu nódulos endurecidos no mesmo braço, próximo
à axila, que inicialmente eram pequenos pontos que
foram aumentando de tamanho. No local da aplicação
da vacina, há uma enduração semelhante, sem a cicatriz
típica
da vacina. A mãe relata que não ocorreu a “ferida
da vacina”, conforme havia sido orientado no momento
da aplicação. O diagnóstico e a conduta corretos são,
respectivamente:
A
ausência de relação temporal que apoie evento
adverso
de vacinação; encaminhar ao pediatra para
investigação de doença ganglionar.
B
falha na vacinação; revacinar e registrar no cartão
da criança.
C
reação de ansiedade relacionada à vacinação; acalmar
a mãe e orientar que algumas crianças realmente
não desenvolvem a ulceração pós-vacinação com
BCG-D.
D
erro de imunização decorrente de técnica adequada
de aplicação; notificar o procedimento inadequado
de vacinação e iniciar tratamento com Isoniazida
10 mmg/kg/dia até a regressão das lesões.
E
evento adverso pós-vacinação; notificar o EVAP e
acompanhar, e orientar retorno, pois pode ocorrer
supuração. Não há indicação de tratamento com Isoniazida.