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A atenção humanizada ao parto envolve um conjunto de conhecimentos, práticas e atitudes que visam à promoção do parto e do nascimento saudáveis e a prevenção da morbimortalidade materna e perinatal. Nesse contexto, encontram-se as tecnologias não invasivas de cuidado de enfermagem obstétrica, que tem como base as seguintes ideias, exceto:
Ter convicção de que os sujeitos protagonistas do evento são a parturiente e o seu filho, e que a (o) enfermeira (o) no máximo estará como coadjuvante. Desta maneira seu cuidado profissional permitirá a manifestação do cuidado materno na mulher;
o processo de desmedicalização, que implica na exclusão do profissional médico do cenário do parto, uma vez que é fundamental uma mudança de atitude na maneira de se relacionar com as mulheres. Significa eliminar o raciocínio clínico-médico como única alternativa para entender a parturição;
A (o) enfermeira (o) não vê o parto unicamente como um evento biológico. Contempla a possibilidade de outras experiências participarem, como, por exemplo, aquelas decorrentes de influências culturais, sociais, ambientais e místicas;
A (o) enfermeira (o) acredita que o evento exige cuidado e não controle. Admite o uso da intuição como indicativo de procedimentos de cuidado, em contraposição ao uso de práticas que estimulam a racionalidade;
A (o) enfermeira (o) defende o respeito à privacidade e à segurança. Entende que o emprego de procedimentos que invadam o corpo devem ser realizados a partir de autorização da mulher, o que a coloca na posição de agente ativo, protagonista do evento.