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O caso a seguir é referência para as questões 21 e 22.
M.J.P., sexo feminino, 91 anos, acamada há 2 anos em virtude de redução da mobilidade após acidente vascular encefálico, e sua cuidadora, a filha S.S.P, 62 anos, receberam a visita domiciliar da enfermeira J. para orientações sobre o uso de medicamentos. Durante a visita, a Sra. S.S.P. questionou a enfermeira: “Você já avaliou se a mamãe tem risco de queda?”. A enfermeira ficou surpresa com a pergunta, considerando-a uma intromissão da cuidadora, e deu sequência às orientações de enfermagem com o pensamento de que sabe o que está fazendo, e não realizou a avaliação solicitada por S.S.P, justificando que esse não era o foco da visita domiciliar.
Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa correta.
O questionamento da cuidadora pode ser acolhido pela enfermeira J. em outra visita domiciliar, visto que o risco de queda em pacientes com redução de mobilidade como os acamados é baixo.
A motivação do questionamento da cuidadora contempla uma preocupação da família com o receio de queda da Sra. M.J.P., e pode ter sido entendido pela enfermeira J. como excesso de zelo.
O questionamento da cuidadora foi oportuno, mas a condição de redução de mobilidade da Sra. M.J.P. exclui o risco de queda, justificando a conduta da enfermeira.
A motivação do questionamento da cuidadora sobre o risco de queda atende às orientações acerca da participação do paciente/familiar em sua própria segurança.
O questionamento da cuidadora foi ignorado pela enfermeira porque os profissionais de saúde conhecem os riscos associados à assistência e os questionamentos podem interferir no sucesso das condutas terapêuticas.