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O perfil epidemiológico da população idosa brasileira é caracterizado pela tripla carga de doenças, com forte predomínio das condições crônicas, prevalência de elevada mortalidade e morbidade por condições agudas decorrentes de causas externas e agudizações de condições crônicas. Por tais características a política de saúde da pessoa idosa deve:
Produzir saúde com atenção centrada nas necessidades do indivíduo, sem necessariamente considerar sua integração na família e na comunidade, com uma atenção a saúde prescritiva centrada na doença.
Levar em conta sua capacidade de tomar decisões, entretanto não estimular a autonomia e independência no intuito de reduzir os riscos, agravos e as suas novas demandas de cuidado na oferta dos serviços.
A avaliação multidimensional de saúde da pessoa idosa deve contemplar as dimensões social, clínica, mental e funcional, e contribuir na identificação do conjunto das necessidades do idoso.
Deve ampliar a compreensão do processo de envelhecimento sem, contudo, haver necessidade de identificação e classificação de riscos na elaboração de Projeto Terapêutico Singular.
O cuidado deve ser orientado a partir da capacidade funcional do/a idoso/a, desconsiderando o risco de fragilidade existente assim como seu grau de dependência.