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Uma paciente de 16 anos de idade, estudante, deu entrada no pronto atendimento com queixa de dor em região epigástrica e fraqueza intensa. A mãe relata perda progressiva de peso do paciente, além de distúrbios alimentares, demonstrando apreensão quanto ao possível diagnóstico de anorexia. Paciente relata preocupação excessiva com o seu peso corporal, mantendo-se em jejum por longos períodos nos últimos meses. Encontra-se consciente, orientada em tempo e espaço, com magreza acentuada, eupneica em ar ambiente, acianótica, afebril, hipocorada (++/4+), ictérica (+/4+), desidratada (+/4+), IMC < 18,5 Kg/m2 . Na avaliação multiprofissional, a conduta inicial estabelecida voltou-se para a necessidade de introdução de terapia nutricional enteral. A respeito desse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Para essa paciente, a terapia nutricional enteral poderá ser oferecida por meio de uma sonda nasoentérica (SNE), de uma sonda nasogástrica (SNG) ou ainda por meio de um cateter venoso central.
Desde que a funcionalidade do trato gastrointestinal esteja preservada, a terapia nutricional enteral poderá ser indicada para pacientes que estejam com problemas relacionados à ingestão de alimentos de forma espontânea pela boca.
A forma mais precisa de se verificar o posicionamento da SNE consiste na introdução de 20 mL de soro fisiológico 0,9% ao mesmo tempo em que se realiza a ausculta da área epigástrica. Assim, avalia-se o som do líquido ao chegar ao estômago.
Quando há dobras em sondas enterais, dificultando ou impedindo a administração da nutrição ou de medicamentos, recomenda-se a manutenção da sonda no paciente, na mesma posição, e a reintrodução do fio guia no interior da sonda para a remoção de tais dobras.
Para garantir a permeabilidade da SNE e diminuir o crescimento bacteriano em seu interior, deve-se administrar de 30 mL a 50 mL de água destilada antes e depois da administração da nutrição enteral.