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As transições demográfica e epidemiológica da população...

As transições demográfica e epidemiológica da população brasileira, a partir da década de 1950, resultaram no aumento gradual das doenças crônicas e efetivo controle das doenças transmissíveis. Na Atenção Básica, tem-se uma preocupação com o acompanhamento de pessoas portadoras de Doenças Crônicas, com maior prevalência em adultos. Como estratégia de atenção básica são adotadas além do tratamento medicamentoso, ações de autocuidado e mudança de estilo de vida. De acordo com Cadernos de Atenção Básica nº 35, do Ministério da Saúde, no capítulo sobre “Abordagens para a mudança de comportamento e autocuidado apoiado no cuidado à pessoa com doença crônica”, cabe à equipe da atenção básica, em especial ao (à) enfermeiro (a), incentivar o autocuidado aos cidadãos acompanhados nas Unidades Básicas de Saúde. Sobre o autocuidado afirma-se, EXCETO:


A

O autocuidado não deve ser entendido como exclusiva responsabilidade do indivíduo e de sua família, mesmo que estes tenham que compreender e aprender a desenvolver atividades que competem somente a este raio de relação.


B

O autocuidado é também responsabilidade do profissional e das instituições de Saúde, cabendo a esses estabelecer um diálogo com os pacientes sobre as necessidades de cuidado da pessoa em relação à sua condição crônica e propõe a construção conjunta de um plano de cuidados a partir de uma prioridade escolhida por meio de uma negociação entre o profissional de Saúde e o usuário.


C

Uma vez que o autocuidado é uma tarefa para toda a vida da pessoa e da família em condição crônica, vai muito além de mudanças necessárias de comportamentos ou de decisões unilaterais, sejam estas do próprio usuário, pela sua impossibilidade ou vulnerabilidade momentânea ou permanente, ou do profissional e do sistema de Saúde, por meio do conhecimento, poder de coerção e de recursos tecnológico.


D

O autocuidado é de responsabilidade exclusiva do indivíduo em condição crônica devendo este receber o apoio de seus familiares. O indivíduo em condição de doença crônica deve estar consciente que as mudanças de estilo de vida contribuirão para a manutenção de sua saúde e melhoria na sua qualidade de vida, devendo, portanto, se empenhar nas mudanças necessárias para recuperação e controle da doença.