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Nos últimos anos, o Brasil tem vivenciado o aumento das...

Nos últimos anos, o Brasil tem vivenciado o aumento das taxas de cesarianas, sendo esta a via de nascimento mais frequente, chegando a 56,7% de todos os nascimentos ocorridos no país (85% nos serviços privados, 40% nos serviços públicos). Vale frisar que, quando realizada sob indicação baseada em evidências científicas, se torna um procedimento cirúrgico essencial para garantir a boa vitalidade da saúde materna e neonatal. Entretanto, quando realizada de maneira injustificada, pode acarretar riscos significativos e desnecessários. Diante deste contexto, o Ministério da Saúde elaborou diretrizes a fim de contribuir na qualificação da atenção à gestante, de modo que a decisão pela via de parto leve em consideração seus benefícios e riscos e que a conduta seja claramente informada e compartilhada entre gestante e profissionais de saúde. Em relação ao assunto, são recomendações descritas pelo Ministério da Saúde:


A

Cuidado centrado na mulher (ofertando orientações e termo de consentimento livre esclarecido); cesariana programada (em caso de apresentação pélvica, com 37 semanas).


B

Orientar sobre a cesariana, ofertar o termo de consentimento, e programar cesariana em caso de hepatite B, hepatite C, a fim de prevenir a transmissão vertical em gestantes com infecção.


C

Em situação de nascimento pré-termo, na ausência de outras indicações, a cesariana é recomendada como forma rotineira de nascimento no trabalho de parto pré-termo em apresentação cefálica.


D

Na ausência de outras contraindicações, não é recomendado encorajar às mulheres com uma cesariana prévia a tentativa de parto vaginal, mediante termo de consentimento livre e esclarecido.


E

A cesariana programada por apresentação pélvica é recomendada a partir de 39 semanas de idade gestacional. Sugere-se aguardar o início do trabalho de parto.