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Em um município, R.P., 34 anos, sexo feminino, foi aprovada para exercer função no Centro de Controle de Zoonoses que, de acordo com o PCMSO, é classificada como de alto risco para a exposição ao vírus da raiva. Em 28.04.2023, no momento da realização do exame admissional, apresentou o comprovante de primovacinação antirrábica pré-exposição contendo os seguintes registros:
Vacina antirrábica (inativada) Via intradérmica 13.04.2023 | Vacina antirrábica (inativada) Via intradérmica 29.04.2023 |
Frente a essa situação, de acordo com as normas de imunização para o Estado de São Paulo, o enfermeiro do trabalho deve, entre outras ações,
considerar que R.P. recebeu o esquema completo e poderá exercer normalmente todas as suas atividades no setor.
orientar R.P. que deverá tomar a terceira dose da vacina antirrábica no 21o dia a contar da aplicação da primeira dose, antes de iniciar a realização das atividades com potencial exposição ao vírus da raiva.
informar que, para completar o esquema vacinal, R.P. deverá tomar mais duas doses da vacina antirrábica inativada no 14o e 21o dias, a contar da aplicação da primeira dose, e evitar a realização das atividades com potencial exposição ao vírus da raiva.
providenciar a realização do controle sorológico a partir do 14o dia após a última dose da vacina antirrábica, devendo ser considerado satisfatório o resultado ≥ a 0,5 UI/mL de anticorpos neutralizantes.
solicitar a realização do controle sorológico a partir do 30o dia após a última dose da vacina antirrábica e, caso o resultado seja inferior a 5 UI/mL de anticorpos neutralizantes, providenciar a aplicação de duas doses da vacina antirrábica, com intervalo mínimo de 14 dias entre elas.